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Se CaixaBank for obrigado a pagar mais pelo BPI, a OPA cai

Apenas uma decisão do CaixaBank ou algo que lhe seja imputável poderá justificar uma contrapartida superior a 1,113 euros por acção na OPA lançada pelo ao BPI. Senão, a oferta é retirada. Sem prejuízo para os catalães.

Reu
Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 18 de Abril de 2016 às 20:15
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Se o CaixaBank se vir obrigado a aumentar a contrapartida paga pelo BPI, a operação é retirada, segundo o anúncio preliminar da oferta pública de aquisição publicado esta segunda-feira, 18 de Abril. Os catalães só querem pagar 1,113 euros por acção.

 

"Na eventualidade de, durante o período da oferta (incluindo o de uma eventual suspensão da mesma para sanação de factos disso susceptíveis), a contrapartida mínima por acção tiver de ser superior a 1,113 euros por acção, excepto se tal resultar da sua própria decisão ou de um facto imputável ao oferente, o oferente solicitaria à CMVM que, caso a oferta ainda não tenha sido lançada, não proceda ao competente registo", assinala o documento publicado no site da CMVM.

 

Da mesma forma, "na eventualidade da oferta já se encontrar lançada, [o CaixaBank iria pedir à CMVM para que] se proceda à imediata revogação ou retirada da oferta".

 

Em qualquer dos casos, o grupo bancário que pertence ao La Caixa deixa claro que tal é feito "sem que daí decorram quaisquer obrigações para o oferente". Essa é uma consideração feita no anúncio preliminar, que foi aceite pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários - que tinha de dar o seu aval tendo em conta que a oferta de Fevereiro de 2015 terminou há menos de 12 meses. 

 

Esta é uma blindagem para o caso de haver algum mecanismo que obrigue o CaixaBank a pagar mais que os 1,113 euros oferecidos nesta OPA. Na oferta lançada em Fevereiro de 2015, que acabou fracassada com a recusa de Isabel dos Santos em desblindar o estatutos da instituição financeira, a contrapartida oferecida era de 1,329 euros.

 

A questão do preço nesta operação é relevante tendo em conta que uma das condições para a OPA do CaixaBank é a "obtenção do registo prévio da oferta junto da CMVM", "com a contrapartida de 1,113 euros por acção". Na OPA de 2015, falava-se na necessidade do registo prévio (como obriga o Código de Valores Mobiliários) mas não era mencionado o preço.

A OPA foi a solução encontrada pelo CaixaBank para tentar solucionar o impasse accionista com Isabel dos Santos. O primeiro tem 44,1% do banco e a segunda 18,6% mas, como os estatutos têm limites aos direitos de voto, os espanhóis votam com 20% dos direitos, quase tanto como a empresária angolana. 


 

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