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Sefin: “Espero que as pessoas se mantenham tranquilas e tenham confiança na banca portuguesa”

António Júlio Almeida classifica de extorsão e assalto a taxa que vai ser aplicada sobre os depósitos no Chipre, esperando que as autoridades portuguesas não avancem com uma medida semelhante.

Miguel Baltazar/Negócios
Negócios 18 de Março de 2013 às 12:27
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António Júlio Almeida, membro da direcção da Associação dos consumidores de produtos financeiros (SEFIN), critica o imposto que vai ser aplicado sobre os depósitos considerando que representa uma “extorsão” e um “assalto às poupanças das pessoas”.

 

“É uma extorsão, é um assalto às poupanças das pessoas. Os depósitos bancários são recursos que as pessoas entregam à confiança do sistema financeiro. Isso pressupõe uma relação de confiança que evidentemente não resiste a uma acção destas”, sublinha António Júlio Almeida, em declarações à TSF.

 

No âmbito de um resgate de 10 mil euros, o governo cipriota aceitou lançar um imposto de 6,75% sobre os depósitos abaixo de 100 mil euros, e de 9,9% nos depósitos acima de 100 mil euros. A medida vai ser votada amanhã no Parlamento cipriota, sendo que há uma proposta em cima da mesa para reduzir o imposto sobre os depósitos mais baixos para 3% e a introdução de uma nova taxa de 15% para os depósitos acima de 150 mil euros.

 

Júlio Almeida aguarda que as autoridades portuguesas não avancem com uma medida deste âmbito. “Seria uma coisa que não sei como classificar, seria um assalto, uma extorsão”, afirmou.

 

“Espero que as pessoas se mantenham tranquilas e tenham confiança na banca portuguesa que, até hoje tem demonstrado, com grande ajuda do Estado, ser capaz de ultrapassar as dificuldades. (...) Tranquilidade e confiança no sistema financeiro, absolutamente fundamental, quando isso se perder em Portugal, então estamos mal”, afirmou à TSF.

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