Banca & Finanças Sindicato da banca espera respostas de Governo e Bruxelas sobre Banif e Novo Banco

Sindicato da banca espera respostas de Governo e Bruxelas sobre Banif e Novo Banco

A dois dias das eleições, o SNQTB vem a público garantir estar a "acompanhar de forma atenta interveniente" os dois casos polémicos da banca nacional. No Banif, espera reunião com Jorge Tomé; no Novo Banco, com o Governo.
Sindicato da banca espera respostas de Governo e Bruxelas sobre Banif e Novo Banco
Bloomberg
Diogo Cavaleiro 16 de dezembro de 2015 às 19:22

O sindicato dos técnicos da banca aguarda informações de autoridades, como o Governo e a Comissão Europeia, relativas à situação do Banif e do Novo Banco. Os dois processos causam, ao Sindicato Nacional dos Quadros Técnicos Bancários (SNQTB), "apreensão", nomeadamente devido aos potenciais cortes de pessoal.

 

"O sindicato manifesta a sua preocupação com os postos de trabalho, com o encerramento de agências e políticas de mobilidade, recordando que todo o sector financeiro pode ser reputacionalmente afectado por decisões que sejam tomadas com menor ponderação do que a exigível", assinala um comunicado publicado esta quarta-feira, 16 de Dezembro.

 

O SNQTB, que garante estar a acompanhar de "forma atenta e interveniente" os dois casos, diz, sobre o Banif, que está à espera que as "entidades que intervêm neste processo, quer a nível nacional, quer europeu, se pronunciem e anunciem as medidas que serão tomadas, para que a direcção do sindicato as analise cuidadosamente e intervenha em conformidade".

 

O Banif está a vender a posição que o Estado detém, de 60,5%, para não ser alvo de uma decisão negativa por parte da Comissão Europeia no âmbito da investigação aprofundada que foi lançada à ajuda pública de 1,1 mil milhões de euros recebida em 2012. Ao mesmo tempo, está em curso o plano de reestruturação que o banco liderado por Jorge Tomé tem de implementar, que já visou o encerramento de balcões e as rescisões com trabalhadores (o grupo cortou 17% do quadro no primeiro semestre de 2015, face ao mesmo período do ano passado). Neste momento, aliás, está em curso um novo plano de rescisões de contratos de trabalho por parte do banco.

 

Relativamente a todo o processo, o sindicato "solicitou, para efeito de esclarecimento, uma reunião com a administração do banco, devendo a mesma ocorrer nos próximos dias".

 

A Febase, federação de sindicatos como o Sindicato dos Bancários do Norte, do Centro e Sul, também solicitou uma reunião "urgente" com a equipa de Jorge Tomé, "face à instabilidade e insegurança vivida pelos trabalhadores do Banif". 

 

Reunião com Governo por Novo Banco 

Eleições no SNQTB

Esta sexta-feira, 18, realizam-se eleições para os órgãos sociais do SNQTB. Afonso Diz, actual presidente, cuja actuação tem sido criticada pelos concorrentes. António Gouveia Amaral, do BPI, é o candidato pela lista B enquanto Ana Cristina Gouveia, do Barclays, lidera a lista A.

 


O SNQTB, sindicato liderado por Afonso Diz (que vai a eleições esta sexta-feira, 18 de Dezembro), está também preocupado com as "notícias vindas a público sobre possíveis despedimentos massivos de trabalhadores" na instituição herdeira do Banco Espírito Santo. 

 

Houve um encontro com sindicatos na segunda-feira e, nessa reunião, "o SNQTB obteve uma série de informações por parte dos responsáveis do Novo Banco". Stock da Cunha não se comprometeu com números de rescisões porque, explica, o projecto de reestruturação foi já entregue na Direcção-Geral da Concorrência da Comissão Europeia, que é quem decide a legalidade das ajudas a bancos e que medidas precisam de tomar para que não haja problemas concorrenciais.

 

Nesse sentido, o SNQTB "decidiu solicitar a realização de reuniões urgentes com o Governo e o Banco de Portugal, dado que estas entidades são interlocutores da Autoridade Europeia da Concorrência (DGComp), com vista a obter informações adicionais sobre o processo de reestruturação do Novo Banco".

 

O Ministério das Finanças é o interlocutor do Estado português perante esta entidade que, pelo facto de o banco ter recebido ajuda, decide as medidas correctivas necessárias para que não ocorram problemas concorrenciais. Conforme já adiantou o Negócios, no banco, a ideia é a de que as rescisões necessárias possam ascender a 1.000 trabalhadores, reduzindo o quadro a menos de 6.000 funcionários. 




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