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Só dois administradores do BPI dizem não ao preço pago pelo CaixaBank

“O membro do conselho de administração em causa ainda não tomou uma decisão”. É esta a indicação em que se inserem administradores, como Fernando Ulrich, para não dizerem o que fariam com as suas acções do BPI.

Bruno Simão/Negócios
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Embora a administração do BPI diga que o preço justo do banco é 1,54 euros, nem todos os administradores que também são accionistas admitem que recusariam a oferta do CaixaBank a 1,113 euros. Aliás, a grande maioria, incluindo Fernando Ulrich, não se compromete.

 

"Decisão ainda não tomada". "O membro do conselho de administração em causa ainda não tomou uma decisão sobre se irá alienar ou não as suas acções na oferta".

 

É esta a indicação que está à frente de nove administradores do Banco BPI no relatório que o conselho elaborou sobre a oferta feita pelo CaixaBank. Entre eles constam Artur Santos Silva, o presidente da administração, e Fernando Ulrich, o presidente executivo da instituição financeira.

 

Outros membros do conselho de administração e também da comissão executiva da instituição financeira não se comprometem com a venda nem com a manutenção dos títulos na OPA. Um dos exemplos é António Domingues, o administrador financeiro que está de saída para a presidência da Caixa Geral de Depósitos.

 

Há apenas dois administradores titulares de acções do BPI que assumem estar contra o preço oferecido pelo CaixaBank. São eles Alfredo Rezende de Almeida, accionista fundador com 2,25 milhões de acções do banco, e João Pedro Oliveira e Costa, que entrou para a administração do BPI em 2014 e que conta com 10.708 títulos nas suas mãos. "O membro do conselho de administração em causa informou não pretender alienar as suas acções na oferta, pelo facto de considerar que existe valor a ser criado no futuro em resultado da mesma", indica o documento sobre os dois visados.


O relatório da administração, que considera que a oferta lançada pelo CaixaBank, que detém 44,1% do banco, é "oportuna", defende que o preço justo do banco é 1,54 euros ainda que não condene definitivamente o preço de 1,113 euros pago pelos catalães.

 

O documento, aprovado pelo conselho, foi rejeitado por quatro administradores, um deles é Alfredo Rezende de Almeida, que rejeita o preço oferecido. Os outros são Edgar Alves Ferreira, representante do maior accionista individual do BPI (grupo Violas), Armando Leite de Pinho e ainda Mário Leite da Silva. Este último, o representante de Isabel dos Santos, pede que um auditor independente fixe a contrapartida paga na OPA. 


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