Banca & Finanças Stock Cunha vai terça-feira ao Parlamento esclarecer rescisões no Novo Banco

Stock Cunha vai terça-feira ao Parlamento esclarecer rescisões no Novo Banco

O presidente e o administrador com o pelouro dos recursos humanos, Francisco Vieira da Cruz, vão à comissão do Trabalho no dia 29 de Março. Nesse dia, os deputados decidem se também convocam o Fundo de Resolução e o Banco de Portugal.
Stock Cunha vai terça-feira ao Parlamento esclarecer rescisões no Novo Banco
Bruno Simão
Diogo Cavaleiro 24 de março de 2016 às 13:43

As audições do inquérito ao Banif começam na terça-feira. Mas outro banco também estará em discussão no Parlamento no dia 29: o Novo Banco. O plano de rescisão – e a possibilidade de avançar-se com um despedimento colectivo, caso este plano não cumpra os objectivos – será explicado por Eduardo Stock da Cunha aos deputados.

 

O presidente da instituição financeira herdeira do Banco Espírito Santo será pelas 16:00 de 29 de Março, sendo que será ouvido juntamente com o administrador responsável pelos recursos humanos, Francisco Vieira da Cruz.

 

A audição da liderança do Novo Banco (que irá acontecer ao mesmo tempo da de Jorge Tomé, ex-presidente do Banif, na comissão de inquérito) surge na sequência de um requerimento apresentado pelo grupo parlamentar do PS, "atendendo ao actual enquadramento institucional do Novo Banco e ao impacto social resultante dos possíveis despedimentos que foram anunciados".

 

Em causa está o compromisso de corte de 1.000 trabalhadores do quadro da instituição, de forma a poupar 150 milhões de euros, segundo um compromisso assumido junto da Direcção-Geral da Concorrência da Comissão Europeia. Cerca de metade já estava assegurado com reformas antecipadas, a outra foi alvo de um plano de rescisões, em que é oferecido 1,2 salários por ano trabalhado, e que, a abranger perto de 500 funcionários, evitará a realização de um despedimento colectivo.

 

Os deputados da comissão do Trabalho e da Segurança Social queriam que a audição tivesse já acontecido, no mesmo dia em que o da comissão nacional de trabalhadores prestou esclarecimentos, mas a gestão não esteve disponível (o que até motivou reclamações do presidente da comissão, Feliciano Barreiras Duarte).

 

A comissão nacional de trabalhadores do Novo Banco já falou sobre o tema, defendo que a rescisão pretendida pelo Novo Banco "não é amigável, não é voluntária e não é por mútuo acordo".

 

Audições a Fundo de Resolução e Banco de Portugal decididas na terça-feira

 

Dia 29, os deputados da comissão do Trabalho vão também considerar, na sequência dos esclarecimentos de Stock da Cunha e Vieira da Cruz, se faz sentido chamar mais entidades para esclarecer o motivo pelo qual serão realizados despedimentos.

 

O PCP tinha falado na necessidade de convocar o Fundo de Resolução, accionista único do Novo Banco, enquanto o CDS acenou com a possibilidade de o governador do Banco de Portugal também ter de responder perante os deputados desta comissão.

 

A preocupação da comissão de Trabalho e Segurança Social é avaliar o impacto social do plano de rescisões. O processo de venda da instituição também será discutido no Parlamento mas por outro grupo de deputados. A pedido do Bloco de Esquerda, a comissão de Orçamento, Finanças e Modernização Administrativa vai ouvir Carlos Costa e Mário Centeno sobre a modalidade de venda. 

Esta sexta-feira, o Diário de Notícias avança que o "road-show" para dar a conhecer a venda do banco irá iniciar-se na próxima semana. 




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