Banca & Finanças Tesouro britânico lucra 1.060 milhões de euros com venda da posição no Lloyds

Tesouro britânico lucra 1.060 milhões de euros com venda da posição no Lloyds

O Tesouro do Reino Unido anunciou que a venda da restante participação que detinha no Lloyds resultou num encaixe de 900 milhões de libras (1.060 milhões de euros) para os contribuintes britânicos.
Tesouro britânico lucra 1.060 milhões de euros com venda da posição no Lloyds
Miguel Baltazar/Negócios

A venda das últimas acções que o Estado britânico detinha no Lloyds, liderado pelo português António Horta-Osório (na foto), gerou um lucro de 900 milhões de libras (1.060 milhões de euros) para os contribuintes do país, anunciou esta quarta-feira, 17 de Maio, o Departamento do Tesouro (correspondente ao Ministério das Finanças português), tutelado por Philip Hammond.

 

"O governo britânico anunciou hoje a venda das últimas acções no Lloyds Banking Group, recebendo mais de mil milhões de euros acima do valor que investiu no banco", comentou Horta-Osório em comunicado, relativamente a esta operação.

 

Na semana passada, Horta-Osório calculava que as vendas realizadas pelo Estado deveriam permitir ao Tesouro britânico encaixar cerca de 500 milhões de libras (590 milhões de euros à cotação actual) líquidos em relação ao valor injectado. Finda a operação, acabou por lucrar o dobro.

 

No passado dia 21 de Abril, quando ainda tinha em mãos 1,4% das acções do Lloyds, o Tesouro britânico anunciou que já tinha recuperado todos os 20,3 mil milhões de libras (23,9 mil milhões de euros) injectados no banco em Outubro de 2008. Nessa altura em que o Lloyds foi intervencionado, o Estado ficou com 43,4% do seu capital. 

 

O Tesouro do Reino Unido vinha já há algum tempo a reduzir a sua presença no banco. A venda das participações estatais no Lloyds começou em Setembro de 2013 e foi retomada em Outubro do ano passado com o objectivo de concluir, no espaço de 12 meses, a venda da participação de 9,1% que o Estado então detinha. 

 

Ontem, 16 de Maio, o Financial Times avançou que o Tesouro do Reino Unido teria vendido durante o dia o que restava da sua posição no Lloyds, o que veio agora a confirmar-se. Com esta operação, o Lloyds volta assim a ser um banco privado.

 

"Há seis anos herdámos um banco muito fragilizado e em situação financeira muito precária. Graças ao trabalho árduo desenvolvido por todas as equipas do banco, o Lloyds é hoje um banco muito sólido, rentável, a pagar dividendos e a apoiar a economia britânica", salientou o CEO do banco no comunicado.

 

Mas o trabalho ainda não terminou, diz Horta-Osório. "Na qualidade de maior banco de retalho e comercial do Reino Unido, vamos continuar a usar a nossa forte posição de capital e de liquidez para ajudar a economia britânica a prosperar".

 

"A quem tem uma pequena e média empresa [PME],  o Lloyds pode disponibilizar-lhe o financiamento de que precisa para crescer. A quem quer cumprir o sonho de ter a sua primeira casa, o Lloyds pode conceder-lhe a hipoteca adequada, e a quem quiser continuar a aprender e a desenvolver a sua carreira, o Lloyds pode ajudar através dos 8.000  programas de estágios profissionais que estamos a oferecer em todo o Reino Unido", rematou o presidente executivo do banco.

Horta-Osório tem um longo historial na banca. Depois de uma passagem pelo Citibank Portugal e pelo Goldman Sachs, integrou o Santander em 1993, como CEO do Banco Santander de Negócios Portugal. Em 2006 transitou para o Santander UK e a 1 de Março de 2011 substituiu Eric Daniels no cargo de CEO do Lloyds – função que tinha sido anunciada em Novembro de 2010.




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