Banca & Finanças Tomás Correia: "Abdicarei do exercício das minhas funções" se "transitar em julgado algo a meu desfavor"

Tomás Correia: "Abdicarei do exercício das minhas funções" se "transitar em julgado algo a meu desfavor"

António Tomás Correia diz, em comunicado, que se um dia alguma coisa a seu desfavor transitar em julgado abdicará das funções. Para já, "levarei até ao fim o mandato que me foi confiado".
Tomás Correia: "Abdicarei do exercício das minhas funções" se "transitar em julgado algo a meu desfavor"
Miguel Baltazar/Negócios
O presidente da Associação Mutualista Montepio Geral, António Tomás Correia, diz que levará até ao fim o mandato para o qual foi eleito, a menos que "se alguma vez se colocar a possibilidade de transitar em julgado algo a meu desfavor".

No seguimento da notícia do Negócios, que revela uma acusação do Banco de Portugal a Tomás Correia e a mais oito ex-gestores da Caixa Económica Montepio Geral, o agora unicamente presidente da mutualista declara que "se alguma vez se colocar a possibilidade de transitar em julgado algo a meu desfavor, em qualquer tribunal, por quaisquer actos ilícitos, abdicarei do exercício das minhas funções". Mas assume-se "profundamente convicto e seguro de que isso não vai acontecer", já que "estou tranquilo relativamente ao desfecho destas, e de outras acusações que me foram dirigidas."


O Banco de Portugal acusou Tomás Correia e mais oito antigos responsáveis da Caixa Económica Montepio Geral por, entre outros factos, terem financiado o Grupo Espírito Santo numa altura em que o universo liderado por Ricardo Salgado já enfrentava notórias dificuldades financeiras. O Negócios sabe que os nove ex-gestores e antigos membros do conselho geral e de supervisão da caixa económica são acusados de várias contra-ordenações especialmente graves, arriscando ser condenados a pagar coimas que podem chegar a quatro milhões de euros.

Além da violação das regras de concessão de crédito e de irregularidades a nível de controlo interno, o processo resulta ainda da infracção a normas e limites no financiamento a partes relacionadas. Em causa está o facto de a Caixa Económica Montepio Geral (CEMG) ter financiado Paulo Jorge Guilherme através do Finibanco Angola, crédito que o filho do construtor José Guilherme usou para adquirir unidades de participação do Fundo de Participação da CEMG.

Em comunicado, Tomás Correia diz, no entanto, que para já, no entanto, levará "até ao fim o mandato que me foi confiado, ao serviço de todos os Associados do Montepio".




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