Banca & Finanças Trabalhadores da Açoreana sem garantias do Governo de manutenção de empregos

Trabalhadores da Açoreana sem garantias do Governo de manutenção de empregos

A reunião da comissão de trabalhadores com o secretário de Estado das Finanças terminou sem compromissos de que os postos de trabalho na seguradora vão ser considerados no âmbito do processo de alienação.
Trabalhadores da Açoreana sem garantias do Governo de manutenção de empregos
Rafael Marchante/Reuters
Negócios 27 de janeiro de 2016 às 16:03

A Comissão de Trabalhadores da Açoreana, a antiga seguradora do Banif que está em processo de venda, saiu da reunião desta terça-feira com o secretário de Estado das Finanças, Ricardo Mourinho Félix, "sem qualquer compromisso" de manutenção dos postos de trabalho.


Em comunicado, o organismo representativo dos trabalhadores da Açoreana explica que a reunião, em que participou também o Sindicato Nacional dos Profissionais de Seguros e Afins, "teve como objectivo a obtenção de garantias no que respeita à continuidade dos nossos postos de trabalho, bem como, reclamar o direito das estruturas representativas dos trabalhadores da Açoreana serem ouvidas no que diz respeito ao processo de alienação da nossa empresa, cumprindo-se desta forma a lei".

A comissão de trabalhadores adianta ter-lhe sido transmitido pela tutela que "estão a ser feitos todos os esforços para encontrar a melhor solução" e que pretende que "o negócio seja total, isto é, que os postos de trabalho sejam devidamente considerados no âmbito deste processo de alienação".


"Para os trabalhadores, esta é uma resposta sem qualquer compromisso", afirma ainda no comunicado a comissão de trabalhadores, que pediu já uma reunião com carácter de urgência ao regulador, a Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF).


Os trabalhadores da Açoreana, seguradora que tem 48% do seu capital na esfera do Estado, tinham já afirmado que não querem uma venda com despedimentos, numa nota publicada na semana em que a norte-americana Apollo está em negociações exclusivas para adquirir a companhia.

A venda da Açoreana já estava em curso há alguns meses, mesmo antes da intervenção do Estado no Banif. A 20 de Dezembro, o Banco de Portugal optou por dividir a instituição em três entidades: a actividade tradicional foi vendida ao Santander Totta; os activos que este não quis foram transferidos para um veículo designado de Oitante; as posições accionistas e de dívida subordinada ficaram no Banif, esvaziado dos seus activos. A posição de 48% da Açoreana ficou na Oitante, que pertence ao Fundo de Resolução, mas saiu penalizada por perder a posição accionista que tinha no banco.

 




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