Banca & Finanças Trabalhadores do Novo Banco juntam-se à esquerda e pedem nacionalização

Trabalhadores do Novo Banco juntam-se à esquerda e pedem nacionalização

A comissão de trabalhadores lembra que já tinha dito, em Dezembro, que a nacionalização é a "mais justa" opção para os funcionários do Novo Banco. Um pedido novamente feito após o anúncio de corte com 1.000 trabalhadores.
Trabalhadores do Novo Banco juntam-se à esquerda e pedem nacionalização
Reuters
Diogo Cavaleiro 25 de fevereiro de 2016 às 16:24

Os trabalhadores do Novo Banco acreditam que a nacionalização é a melhor opção para a instituição financeira. Uma posição que é reforçada agora que a administração de Eduardo Stock da Cunha comunicou a intenção de cortar 1.000 postos de trabalho, metade dos quais através de despedimento colectivo.

 

"A comissão nacional de trabalhadores, pensando no futuro dos nossos trabalhadores e seus familiares, entende que a nacionalização do Novo Banco seria a decisão mais justa e correcta, o que aliás já defendemos nas reuniões que tivemos em Dezembro passado com o Ministério das Finanças e com os grupos parlamentares", assinala o comunicado da comissão, liderada por Carlos Gonçalves.

 

Aliás, estão prometidos mais pedidos de encontro com o primeiro-ministro, os ministros das Finanças e do Trabalho, o governador do Banco de Portugal e os grupos parlamentares, dado que a comissão quer mostrar o seu "absoluto repúdio" ao corte de 1.000 trabalhadores na instituição financeira, comunicado pela administração.

 

Na última semana, Vítor Bento deu o pontapé de saída com a ideia de que se devia estudar a nacionalização, para vir a aproveitar a concentração entre bancos que acredita que vai acontecer em Portugal. 

O PCP avançou, entretanto, com um projecto de resolução para concretizar a nacionalização. O Bloco vê com bons olhos a hipótese e, apesar da oposição da direita, o PS, partido do Governo, admite que se tem de analisar todas as opções.

 

"Trabalharei […] quer o banco seja vendido ao Santander, ao BPI ou à Caixa Geral de Depósitos. Caso seja nacionalizado ou colocado no mercado", respondeu Eduardo Stock da Cunha na conferência de imprensa em que anunciou prejuízos de 980,6 milhões de euros em 2015.

Neste momento, é ainda incerta a dimensão dos custos de uma eventual nacionalização do Novo Banco, que já recebeu 3,9 mil milhões de euros do Tesouro português aquando da sua constituição. Certo é que a manutenção do banco na esfera do Estado viola os compromissos europeus. 

 




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