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Trabalhadores do Novo Banco reúnem-se segunda-feira com António Ramalho

Nenhuma das entidades com que a comissão de trabalhadores se reuniu até hoje adiantara a possibilidade de 500 despedimentos adicionais no Novo Banco. A comissão quer explicações. A reunião ocorre segunda-feira.

Miguel Baltazar
Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 30 de Setembro de 2016 às 11:22
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Os trabalhadores do Novo Banco querem uma reunião com o presidente António Ramalho. A possibilidade de haver mais 500 despedimentos foi conhecida pela comissão de trabalhadores através do Negócios. Segunda-feira, a administração dará explicações. 

 

"Até hoje, desconhecemos o plano de reestruturação e parece que nos foi ocultado para nos esconder esta notícia", critica Rui Geraldes. "Até ao momento, não temos conhecimento oficial, apenas pela notícia pelo Jornal de Negócios", assinalou.

 

Quando, em Dezembro do ano passado, foram estendidas as garantias estatais ao Novo Banco e a data limite para a sua venda foi estendida até Agosto de 2017, a Comissão Europeia impôs novos remédios. Um deles é a necessidade de cortar mais 500 postos de trabalho além das 1.000 saídas já concretizadas no primeiro semestre. Uma redução de empregos caso não haja alienação até ao final do ano.

 

"Vemos isto com muita apreensão", declarou ainda Rui Geraldes, adiantando que houve várias reuniões com a administração (ainda de Eduardo Stock da Cunha), com os partidos e com o Ministério das Finanças onde ninguém falou sobre esta reestruturação adicional. A rede de agências também terá de ser reduzida em mais 100 balcões se não houver venda do Novo Banco até ao final do ano.

 

Por esse motivo, a comissão de trabalhadores solicitou um encontro com António Ramalho "para esclarecer a veracidade" e se "confirma mais esta reestruturação". O encontro vai ocorrer na próxima segunda-feira, 3 de Outubro. "São, mais uma vez, os trabalhadores a pagar pelos erros de gestão", remata. 

 

Rui Geraldes deixou também a nota de que as obrigações impostas pela Comissão Europeia mostram que não é o Governo que manda. 

O Novo Banco está em processo de venda para que o Fundo de Resolução saia do seu capital. Neste momento, há dois procedimentos a decorrer em paralelo: a alienação directa, em que há quatro concorrentes (BPI, BCP, Loan Star, Centerbridge/Apollo); a alienação em mercado a investidores institucionais.

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