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Trading ampara JPMorgan e Citigroup. Wells Frago regista primeiro prejuízo desde 2008

A banca de Wall Street deu o pontapé de saída na temporada de resultados referentes ao segundo trimestre deste ano. Os três bancos anunciaram grandes perdas, mas com amplitudes diferentes.

Ao que tudo indica, vamos registar um ano em que as principais economias se livraram de problemas e que se traduz no melhor período de crescimento de lucros desde 2011, tendência que deverá continuar em 2018. Reconhecemos que a expansão, neste momento, se encontra numa fase de bastante maturidade, mas a conjuntura em termos políticos e de inflação indica que o crescimento ainda nos poderá surpreender com a sua persistência, o que, na nossa opinião, justifica a manutenção de uma tendência pró-risco nas carteiras para o Ano Novo.
Reuters
Gonçalo Almeida goncaloalmeida@negocios.pt 14 de Julho de 2020 às 14:27
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Wall Street ainda dormia e já o JP Morgan, o maior banco dos Estados Unidos em ativos, anunciava ao mundo uma queda homóloga de 51% nos lucros relativos ao segundo trimestre deste ano, nos 4,69 mil milhões de dólares - acima do esperado pelos analistas.    

Apesar do cenário negro, o segmento do "trading" voltou a renovar máximos históricos, depois de o ter feito no trimestre anterior.

Entre abril e junho, o banco gerou 9,72 mil milhões de dólares em receitas provenientes da negociação de ativos nos mercados financeiros, o que representa um aumento de 79% em comparação com o mesmo período do ano passado. Só em "trading" de obrigações o banco registou 7,3 mil milhões.

Foi também graças ao apetite dos investidores que a queda do lucro do Citigroup não foi mais pronunciada. O banco norte-americano registou receitas de 5,6 mil milhões de dólares na negociação de ativos, acima do estimado pelos analistas, e também um recorde para a cotada. 

Ainda assim, o banco registou uma queda homóloga de 73% no lucro deste trimestre nos 1,32 mil milhões de dólares, acima das expectativas. 

No caso do Wells Fargo, o cenário foi diferente. O banco anunciou o seu primeiro prejuízo trimestral desde a crise financeira de 2008, com uma perda de 2,4 mil milhões de dólares entre abril e junho deste ano, quando o impacto da atual pandemia foi mais vincado. 

Para além da queda robusta no resultado líquido - que foi inferior ao que estava a ser projetado - as receitas ficaram ainda aquém nos 17,8 mil milhões. As provisões para acautelar eventuais incumprimentos no crédito subiu para 8,4 mil milhões de dólares.
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