Banca & Finanças TVI diz que Comissão da Carteira não fez perguntas sobre Banif

TVI diz que Comissão da Carteira não fez perguntas sobre Banif

Sérgio Figueiredo admite problemas na parte da notícia da TVI sobre o Banif que falava na perda de depósitos acima de 100 mil euros. Mas quando falou no fecho era para decifrar a palavra resolução. 
TVI diz que Comissão da Carteira não fez perguntas sobre Banif
Miguel Baltazar/Negócios
Diogo Cavaleiro 18 de maio de 2016 às 20:00

Sérgio Figueiredo defende a actuação da TVI, argumentando que não percebe porque é acusado de, sobre o rodapé que falava no fecho do Banif, não ter cumprido o Código Deontológico do Jornalista.

 

"Se tem razão, e se é assim como diz [que a TVI violou o Código], eu julgo que a ERC e a própria Comissão da Carteira [Profissional de Jornalista] já deveriam ter feito essas perguntas a mim e aos profissionais da TVI, coisa que não fizeram", respondeu Sérgio Figueiredo na audição desta quarta-feira, 18 de Maio, em resposta à deputada bloquista Mariana Mortágua, que acusa aquela estação de violação do Código Deontológico.

 

Na comissão de inquérito ao Banif, o director de informação da TVI também aproveitou para defender que nenhuma destas entidades passou uma "procuração" aos deputados para fazerem a avaliação à conformidade do Código. Mortágua respondeu que a comissão de inquérito tem esses poderes e não precisa de qualquer procuração.

Às questões colocadas pelo deputado do PSD Carlos Abreu Amorim, Sérgio Figueiredo clarificou o que queria dizer: a ERC – Entidade Reguladora para a Comunicação Social – até colocou questões, mas apenas reenviando as queixas de particulares que estava a receber.

 

O organismo regulador dos media pediu "um conjunto de esclarecimentos, que foram dados à data", garante Sérgio Figueiredo. 

 

Sérgio Figueiredo argumentou que quando a TVI, no rodapé de 13 de Dezembro, anunciou o fecho do Banif, estava em causa uma "decifração": segundo o director da TVI (que foi também director do Diário Económico e do Negócios), nem todos os telespectadores tinham capacidade para perceber o que queria dizer resolução. "Foi a forma como a redacção traduziu essa informação". Mesmo assim, em nome do rigor, decidiu, meia hora depois, tirar a palavra "fecho" e mudar para "resolução". Sérgio Figueiredo argumenta que não era um erro, mas uma actualização.

 

Mas há um problema que Sérgio Figueiredo admite: "a parte dos depósitos foi interpretação". A TVI assinalou, no arranque do rodapé, que os depositantes com mais de 100 mil euros seriam penalizados na operação. Depois corrigiu a informação. Questionado sobre a origem dessa parte da informação, o jornalista disse que aquela não foi uma informação dada, foi uma interpretação da lei. "Não há dolo, não há manipulação", assegurou, dizendo que não houve nenhuma fonte a falar daquela questão.

 

O líder da informação da estação de Queluz de Baixo indicou que o assunto Banif estava a ser "investigado há muito tempo", remetendo para as declarações de António Costa, primeiro, e Maria Luís Albuquerque, depois, em época eleitoral, em que o primeiro falou em problemas financeiros no país e em que a ex-ministra concluiu que tinham a ver com o Banif e com a TAP. 

(Notícia actualizada com as novas declarações de Sérgio Figueiredo, em que rectificou que, afinal, a ERC fez perguntas)




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