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UGT acusa BPI de "má-fé negocial"

Central sindical reage ao possível corte de mil postos de trabalho, caso a OPA do Caixabank tenha sucesso.

Tiago Freire tiagofreire@negocios.pt 18 de Maio de 2016 às 17:36
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A UGT acusa o sector financeiro, e o BPI em particular, de "má-fé negocial", devido à notícia de um previsível corte de mil postos de trabalho no banco, caso a OPA do Caixabank venha a ter sucesso. A indignação da central sindical vem do facto de não ter sido informada desta possibilidade, nas reuniões mais recentes com a administração.

"Tendo havido, na semana anterior, uma reunião entre os sindicatos da FEBASE e o Banco BPI, onde nada transpirou sobre esta decisão, e não acreditando a UGT, ou os seus sindicatos, que nada sobre esta decisão não estivesse já a ser congeminada no seio da alta direcção do Banco, lamenta-se profundamente o clima de má-fé negocial com que a Banca e alguns banqueiros tratam o diálogo social - a pontapé e de barriga para a frente", pode ler-se na resolução do secretariado nacional da UGT, divulgada esta tarde. A central sindical liderada por Carlos Silva afirma mesmo ter recebido a notícia - via imprensa - "com estupefacção e incredulidade".

"Como se os trabalhadores bancários e o País não tivessem já sofrido o suficiente com a gestão danosa de vários Bancos e com os contribuintes a suportar os custos dessa má gestão, e os bancários a sofrer na pele e nas suas vidas a violência dos despedimentos e das rescisões", acrescenta o documento.

A UGT "exige respeito aos senhores banqueiros, designadamente ao BPI, perante tamanha ocultação de dados que só agravarão a situação de desemprego que o País enfrenta e a que todos deveríamos estar unidos em combater. Não parece ser essa a preocupação do Banco BPI, o que lamentamos e rejeitamos em absoluto", conclui a resolução.
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