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Ulrich deixa o seu futuro no BPI nas mãos de Deus e dos accionistas

"O meu compromisso com o BPI é absolutamente total e, portanto, eu farei exactamente aquilo que os accionistas do banco querem que eu faça", assegurou o presidente do banco, Fernando Ulrich.

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Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 27 de Janeiro de 2016 às 18:44
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Fernando Ulrich está a aproximar-se do final do mandato. "O nosso mandato termina, mas só no dia 20 de Abril de 2017", disse o presidente executivo do Banco BPI quando questionado, na conferência de imprensa de apresentação de resultados de 2015, sobre o facto de, por estar próximo do limite de idade, a conferência desta quarta-feira 27 de Janeiro seria a última.

 

"[Ainda aqui estarei] na conferência de imprensa de Janeiro de 2017, se Deus me deixar e os accionistas [também]", brincou Ulrich sobre a situação. Conforme escreve o Negócios esta quarta-feira, os estatutos do banco impedem que um gestor com 62 ou mais anos seja reeleito para a equipa executiva do banco. Em Abril do ano passado, o banqueiro completou 63 anos, o que impede, segundo os estatutos actualmente em vigor, a sua recondução.

 

"O futuro a Deus pertence e, neste caso, aos accionistas", voltou a frisar o líder da instituição financeira que tem como principais accionistas os catalães do Caixabank e a empresária angolana Isabel dos Santos (a gestão de Ulrich está em lados opostos com a segunda maior accionista devido à solução para o banco que tem em Angola, o BFA).

 

Na conferência, o CEO do BPI quis mostrar disponibilidade para o que for decidido em relação ao banco. "Vou fazer 33 anos de casa em Julho próximo. O meu compromisso com o BPI é absolutamente total e, portanto, eu farei exactamente aquilo que os accionistas do banco querem que eu faça – seja lá o que isto quer dizer – em qualquer momento", comentou o banqueiro.

 

Enquanto líder do banco, Ulrich terá de reduzir o excesso de exposição a Angola, como obriga o Banco Central Europeu. Um objectivo que tem de ser feito até Março: o gestor mantém em cima da mesa a proposta de separação dos activos africanos (BFA e moçambicano BCI) para uma sociedade autónoma do BPI, depois de ter rejeitado a alternativa de Isabel dos Santos, que pretendia comprar 10% do BFA e, assim, promover a diminuição da exposição angolana.

 

O BPI apresentou, em 2015, lucros de 236,4 milhões de euros, acima do esperado pelo CaixaBI e contrários aos prejuízos registados no ano anterior. 

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