Banca & Finanças Vieira da Silva afasta risco de ruptura no Montepio

Vieira da Silva afasta risco de ruptura no Montepio

"Estou relativamente tranquilo", diz o ministro do Trabalho sobre o Montepio, que afirma que todas as informações que tem sobre a caixa económica são no sentiod de uma estabilização e recuperação.
Vieira da Silva afasta risco de ruptura no Montepio
Pedro Elias
Lusa 18 de março de 2016 às 18:51

O ministro do Trabalho e da Segurança Social, Vieira da Silva, afirmou esta sexta-feira, 18 de Março, que está tranquilo quanto à viabilidade do Montepio Geral e afastou o risco de ruptura da instituição financeira. Uma afirmação feita no dia em que a caixa económica anunciou prejuízos de 243 milhões de euros, em 2015. 

 

"Estou relativamente tranquilo. Pela informação que eu tenho, julgo que não há nenhum risco de ruptura. É uma instituição de natureza diferente, relativamente àquelas outras que conhecemos do sector financeiro, tem uma matriz de base associativa [...] e creio que deve ser defendida como um factor de equilíbrio e de enriquecimento do nosso sector financeiro", disse o ministro do Trabalho.

 

Vieira da Silva, que falava aos jornalistas à margem de um almoço promovido pela Câmara de Comércio e Indústria Luso-Espanhola, em Lisboa, reiterou que o Montepio "é uma instituição com uma fortíssima presença junto de centenas de milhares de portugueses e que tem condições para ter um futuro equilibrado, e que corresponda aos desejos e aos interesses daqueles que fazem parte dessa associação mutualista".

 

"Tenho tido contactos com a instituição, todos sabemos que existem problemas no sector financeiro, diferenciados consoante as instituições, mas todas as informações que tenho são no sentido de uma estabilização e de uma recuperação dessa instituição", insistiu o ministro.

 

A Associação Mutualista, o topo do Grupo Montepio, é supervisionada pelo Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, enquanto a Caixa Económica Montepio Geral, o chamado banco mutualista, tem supervisão do Banco de Portugal. 

 

Ainda recentemente a DECO - Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor reivindiou que a supervisão dos planos mutualistas do Montepio passe do Governo para um regulador financeiro independente, à semelhança dos outros produtos financeiros, algo que chegou a estar em cima da mesa do anterior executivo, mas que não avançou. 

 

A Caixa Económica Montepio Geral divulgou hoje que obteve prejuízos de 243,4 milhões de euros em 2015, acima dos cerca de 187 milhões de euros de perdas em 2014. A caixa económica também aumentou o capital em 300 milhões de euros, totalmente subscritos pela Associação Mutualista- 




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