Banca & Finanças Vieira Monteiro passa a "chairman" do Totta, Pedro Castro e Almeida fica como CEO

Vieira Monteiro passa a "chairman" do Totta, Pedro Castro e Almeida fica como CEO

Como habitualmente, é um gestor Santander que deverá assumir a presidência executiva do Totta. O escolhido é Pedro Castro e Almeida.
Vieira Monteiro passa a "chairman" do Totta, Pedro Castro e Almeida fica como CEO
Lusa
Diogo Cavaleiro 08 de novembro de 2018 às 19:44

António Vieira Monteiro vai, ao final de dois mandatos, abandonar a presidência executiva do Banco Santander Totta, segundo informações obtidas pelo Negócios. Deverá subir a presidente do conselho de administração, ao passo que a liderança executiva passará para as mãos do já administrador Pedro Castro e Almeida.

 

Este é o cenário que está a ser trabalhado neste momento para a substituição dos órgãos sociais da instituição financeira, cujo mandato compreende o período entre 2016 e 2018. A proposta cabe aos accionistas, que, neste caso, respondem ao Santander, já que a casa-mãe espanhola, presidida por Ana Botín, detém mais de 99% do Santander Totta.

 

Os nomes têm ainda de passar pelo crivo da supervisão, para o processo de avaliação e adequação liderado pelo Banco Central Europeu. O Negócios aguarda respostas do banco desde o início da tarde. 

 

Abandonando a presidência executiva, Vieira Monteiro deixa um cargo que exerce desde 2012, quando o então CEO, Nuno Amado, partiu para a líder do Banco Comercial Português.

 

Na sua liderança, o banco de capitais espanhóis conseguiu ganhar peso no sector: ficou com grande parte dos activos e passivos do Banif, aquando da resolução, em 2015, e, dois anos mais tarde, foi o Popular Portugal que foi integrado, também na sequência da resolução aplicada à casa-mãe espanhola. Conseguiu, assim, superar o BCP no que diz respeito ao valor dos activos.

 

A substituição de Vieira Monteiro não será com um estranho. Neste momento, a comissão executiva da instituição financeira, sob o comando de Vieira Monteiro, conta já com sete elementos, entre os quais o próprio Castro e Almeida, a par de históricos do Santander, como José Carlos Sítima e José Bento dos Santos.

 

Pedro Castro e Almeida acompanhou, aliás, todo o período da presidência executiva de Vieira Monteiro. Mas já antes disso eram colegas de comissão executiva liderada por Nuno Amado e mesmo de Horta Osório. Mas, no passado, Castro e Almeida estava no Santander de Negócios e Vieira Monteiro no Santander Totta. Juntos, trabalharam com nomes que hoje permanecem na banca: José Bettencourt (Novo Banco), António Horta Osório, Eduardo Stock da Cunha (ambos no Lloyds) e Miguel Bragança (BCP) são exemplos.

 

Castro e Almeida é, actualmente, o responsável da comissão executiva pela rede de empresas e negócio internacional, mantendo também a gestão de activos e seguros. Publicamente, prestou declarações no Parlamento, na comissão de inquérito aos contratos derivados subscritos por empresas públicas, os chamados "swap", já que tinha responsabilidade sobre a sua comercialização.

Com a passagem de Vieira Monteiro para presidente não executivo, o Santander em Portugal deixa de ter um "chairman" espanhol, como acontecia até aqui, com o cargo a ser ocupado por Antonio García-Tuñón. Não é uma novidade um português naquelas funções. Quando Horta-Osório saiu do Totta para ir para Inglaterra, para o Abbey National, que pertencia ao grupo, foi o próprio que permaneceu como presidente da administração.

 

 




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