Banca & Finanças Vieira Monteiro pede mais esclarecimentos sobre venda do Novo Banco

Vieira Monteiro pede mais esclarecimentos sobre venda do Novo Banco

Em 2014, foi lançado um concurso para a venda do Novo Banco com um caderno de encargos. O Santander participou mas o processo falhou. A venda foi retomada mas não se sabe se os princípios são iguais aos do primeiro concurso.
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Diogo Cavaleiro 02 de novembro de 2016 às 14:49
António Vieira Monteiro tem uma dúvida sobre o actual processo de venda do Novo Banco porque não sabe se o caderno de encargos é o mesmo que existiu no primeiro concurso internacional, cancelado em Setembro de 2015.
 
"Se [o novo processo] obedecer a princípios diferentes [do primeiro], obriga a um novo caderno de encargos e a uma nova abertura do processo", indicou Vieira Monteiro na conferência de imprensa de apresentação de resultados dos primeiros nove meses do ano.
 
O Novo Banco está, neste momento, a ser vendido. O antigo secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro, lidera o processo de alienação da instituição financeira, por contratação do Banco de Portugal, tendo iniciado procedimentos em paralelo que podem conduzir a um de dois fins: ou uma venda directa a um investidor estratégico ou a dispersão do capital por vários investidores.
 
Esta sexta-feira têm de ser entregues as ofertas vinculativas para quem quer mesmo participar no processo. 
 
Não foi divulgado publicamente um caderno de encargos neste processo, iniciado em Janeiro, ao contrário do que aconteceu no primeiro concurso internacional, lançado em Dezembro passado e cancelado em Setembro. O Santander participou neste concurso mas acabou por não ser um dos finalistas.
 
Neste momento, o Santander Totta assume-se como estando concentrado no crescimento orgânico mas não descarta aquisições. É a posição do banco há vários anos, incluindo antes da aquisição do Banif no âmbito da resolução.

Certo é que, nos procedimentos actualmente em curso para o Novo Banco, o Santander Totta não está presente. Nem na venda directa (sabe-se que são apenas quatro e não inclui o banco português) nem na alienação a investidores em mercado. 




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