Banca & Finanças Vieira Monteiro: "Não costumamos adquirir maus negócios, mas não fomos beneficiados"

Vieira Monteiro: "Não costumamos adquirir maus negócios, mas não fomos beneficiados"

Vieira Monteiro diz que a compra do Banif não foi um mau negócio, mas garante que o Santander Totta "não foi beneficiado por nenhuma autoridade". O banqueiro adianta que já "descobriu situações que não conhecia" e que poderiam ter levado o banco a não fazer o negócio.
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Maria João Gago 27 de janeiro de 2016 às 12:51
"Não costumamos adquirir maus negócios, só bons negócios", adiantou António Vieira Monteiro, na conferência de imprensa de resultados, a propósito da compra doBanif, em resposta às críticas de que o SantanderTotta foi beneficiado nesta operação.

 

O presidente do Santander Totta assegura que "não foi beneficiado por nenhuma autoridade". E revela que, já depois de adquirir o Banif, "descobriu situações que não conhecia".

 

"Há situações que, se calhar, se as conhecêssemos, não teríamos feito a proposta. Se calhar...", sublinhou o banqueiro, referindo estarem em causa questões relacionadas com operações de crédito e outras questões que Vieira Monteiro não detalhou.

 

Quanto ao impacto positivo de 283 milhões de euros que o grupo Santander registou nas suas contas na sequência da aquisição do Banif, o banqueiro explicou que resulta da reserva de fusão da aquisição depois de o banco ter feito provisões de 316 milhões de euros para os activos que adquiriu.

 

"Qualquer aquisição gera uma diferença contabilística", acrescentou. 

 

Quanto ao facto de ter havido outras propostas, Vieira Monteiro garantiu não saber quais eram. "Entrámos num processo competitivo e apresentámos uma determinada proposta. Foi-nos pedida uma nova proposta, tendo em conta que o banco tinha sido resolvido". Vieira Monteiro explicou: "A proposta inicial era diferente. Porque era sujeita a uma 'due dilligence' feita posteriormente em que íamos aprofundar toda a situação do banco". Nessa proposta, acrescentou ainda, "tínhamos garantias e podíamos sair do negócio se a nossa análise concluísse que não estava de acordo com as nossas exigências".




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