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Vítor Gaspar: "Depósitos abaixo de 100 mil euros são sacrossantos"

Em linha com os restantes ministro das Finanças europeus, Vítor Gaspar quis tentar apagar as primeiras decisões em relação aos depósitos cipriotas, insistindo que eles são invioláveis.

Nuno Aguiar naguiar@negocios.pt 14 de Maio de 2013 às 14:37
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"Foi absolutamente claro que a garantia de depósitos abaixo do limite de 100 mil euros é sacrossanta. A expressão que foi usada e repetida foi sacrossanta", afirmou o ministro das Finanças em Bruxelas, numa conferência de imprensa com os jornalistas, no final da sessão da manhã do Ecofin (reunião dos ministros das Finanças da União Europeia). Poucos segundos depois, insistiria. "Repito: abaixo do limite de 100 mil euros os depósitos são sagrados."

 

Quanto aos restante depósitos, a definição é menor, embora esteja claramente em cima da mesa que poderão ser chamados a pagar futuras crises bancárias.

 

O governante português não foi o único a destacar o carácter inviolável destes depósitos. A ideia foi repetida por várias vezes ao longo da reunião do Ecofin por outros ministros das Finanças. Uma estratégia compreensível tendo em conta a reacção muito negativa que os responsáveis europeus tiveram de enfrentar, depois de o Eurogrupo ter aprovado uma taxação de depósitos abaixo do limite de 100 mil euros em Chipre. Seguiram-se quedas drásticas dos mercados financeiros e novos aumentos das yields da dívida.

 

Vítor Gaspar reconheceu esta terça-feira que a solução inicialmente desenhada para Chipre "não ajudou na gestão da crise da área euro nem na estabilização de expectativas dos agentes económicos".

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