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Weidmann: "BCE deve resistir à pressão" para aumentar compra de obrigações

Jens Weidmann, membro do conselho de governadores do BCE, declarou ontem à noite que os líderes políticos da instituição deveriam resistir à pressão para aumentarem a compra de obrigações dos governos em resposta à crise da dívida na Zona Euro.

Andreia Major amajor@negocios.pt 19 de Janeiro de 2012 às 09:08
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Num discurso realizado ontem à noite na Alemanha, Jens Weidmann revelou que muitos países estão a solicitar que o BCE retome a compra de obrigações “bazuca” ou “opção nuclear”, mecanismos que subentendem a “compra ilimitada de obrigações dos governos a yields limitadas”.

“Existe um grande número de razões legais, económicas e políticas que explicam o porquê de não devermos voltar a fazer isso”, disse Weidmann.

O recurso a essas medidas violaria as leis da União Europeia e iria dissipar o incentivo dos governos para implementarem reformas orçamentais e redistribuírem perdas dentro da União Europeia, explicou o político.

Apesar do BCE ter comprado 217 mil milhões de euros de obrigações de países em dificuldades desde Maio de 2010, o Presidente da instituição, Mario Draghi, declarou que o programa é apenas temporário e limitado, e destina-se unicamente a melhorar a emissão das taxas de juro nos mercados financeiros.

Weidmann acrescentou que era errado comparar o BCE com a Reserva Federal dos Estados Unidos. “A Fed é o banco central de um Estado-nação e não de uma união monetária, na qual o financiamento dos governos através do BCE é proibido”, explicou Weidmann.

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