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WSJ: Commerzbank está a ser investigado por branqueamento de capitais

O acordo sobre a violação do embargo ao Irão e à Síria por parte do banco deverá estar "finalizado até ao final de Setembro", escreve o Wall Street Journal, citando fontes próximas da investigação.

Lusa 27 de Setembro de 2014 às 15:31
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O segundo maior banco alemão, o Commerzbank está a ser investigado pela procuradoria de Manhattan, por suspeitas de branqueamento de capital, escreve hoje o Wall Street Journal.

 

Contactado hoje pela agência AFP, não foi possível obter qualquer resposta por parte do banco alemão.

 

Segundo o diário, esta investigação poderia comprometer as negociações actualmente em curso para se chegar a um acordo sobre as investigações por violação às sanções económicas declaradas pelos Estados Unidos contra o Irão e o Sudão.

 

"O Commerzbank tem cerca de 600 milhões de dólares (470 milhões de euros) para fazer face às investigações que apontam para que o banco alemão tenha violado o embargo norte-americano ao Irão e à Síria", escreve o Wall Street Journal.

 

O acordo sobre a violação do embargo ao Irão e à Síria por parte do banco deverá estar "finalizado até ao final de Setembro", escreve o Wall Street Journal, citando fontes próximas da investigação.

 

O procurador de Manhattan considerou, entretanto, segundo o Wall Street Journal, que a nova investigação sobre branqueamento de capital "poderia minar" um possível acordo em relação à violação do embargo norte-americano.

 

Segundo a mesma fonte, as autoridades norte-americanas estariam a estudar a possibilidade de incluir fazer uma investigação "mais exaustiva e alargada" ao Commerzbank, o que poderia "atrasar o acordo" e aumentar o montante a pagar pelo banco germânico.

 

Na primavera deste ano, o BNP Paribas fez um acordo com as autoridades norte-americanas, em que o banco francês concordou em declarar-se culpado e pagar uma multa de 8,9 mil milhões de dólares (6,5 mil milhões de euros) por ter realizado transacções com diversos países, nomeadamente, o Sudão, Irão e Cuba, sujeitos a embargo por parte dos Estados Unidos.

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