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WSJ: BES ter-se-á financiado com veículos pouco transparentes mais do que o previsto inicialmente

O jornal americano conta mais pormenores sobre a história financeira do BES. Uma história que tem veículos financeiros controlados pelo banco, mas sem regulação, que ajudavam a manter o banco, aparentemente, com boas contas.

Negócios 16 de Outubro de 2014 às 19:17
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O Banco de Portugal deparou-se com mais actividade de financiamento irregular por parte do Banco Espírito Santo. Sabia-se, já,  que os veículos para onde foi vendida dívida do banco e posteriormente alienada a clientes foram utilizados em 2014. Mas o "Wall Street Journal" dá conta que esse era um recurso utilizado há já muitos anos.

 

Em 2002, conta o jornal norte-americano, já o banco havia constituído dois veículos das Ilhas Virgens Britânicas. As ligações entre estas entidades e o BES não eram conhecidas. Mas os veículos compraram então acções do banco, permitindo que o aumento de capital que estava a ser realizado fosse bem sucedido. As acções eram inseridas em fundos de investimento e depois vendidas a investidores, conforme descreveu um antigo administrador do banco ao WSJ.

 

A publicação indica que este tipo de veículos – que fornecia solidez de capital quando adquiria acções do BES ou cedia liquidez quando comprava dívida – foi utilizado ao longo de 15 anos. Eram entidades que não estavam sob a regulação do Banco de Portugal nem de outras autoridades internacionais. Muitos deles eram controlados via dirigentes do banco.

 

De qualquer modo, a KPMG auditava as contas de muitos destes veículos, sendo também a auditora do próprio banco que, na altura, era liderado por Ricardo Salgado. A KPMG diz que foi das primeiras a relatar problemas na instituição financeira.

 

Na prática, o que está em causa é que estes veículos financeiros controlados pelo banco, que ajudavam a sua solidez mas que não se sabia que eram por si detidos, foram um recurso muito mais utilizado do que o que se previa. O BES recorreu aos seus clientes para se financiar. O Banco de Portugal está a investigar estas práticas.

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