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Zeinal saiu da Oi por "vontade própria" mas admite crispação devido a Rioforte

O antigo executivo português abandonou a empresa brasileira por uma junção de factores, disse. Sobre a indemnização recebida, recusou-se a falar.

Miguel Baltazar
Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 26 de Fevereiro de 2015 às 18:32
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Zeinal Bava admite que o caso Rioforte, em que a sociedade do GES não reembolsou 897 milhões de euros aí investidos em dívida pela PT, dificultou a relação entre os accionistas da brasileira Oi para com a gestão, que era liderada pelo próprio.

 

"A Rioforte aumentou a crispação. Esse evento aumentou a crispação entre as várias partes", disse Zeinal Bava na comissão parlamentar de inquérito à gestão do BES e do GES esta quinta-feira, 26 de Fevereiro.

 

O ex-gestor defende que a sua passagem pela Oi passou por vários projectos diferentes. Foi para lá para provocar uma reviravolta à empresa. Depois, a ideia passou para uma operadora lusófona. Em seguida, a oportunidade passou a chamar-se consolidação no sector das telecomunicações no Brasil.

 

"No meio destas alterações, temos de colocar os interesses na companhia e devemos fazer parte da solução e não do problema", considerou o antigo presidente da PT. "As empresas são dos accionistas. Têm legitimidade".

 

Em Outubro de 2014, o gestor abandonou a Oi. "Foi por vontade própria", respondeu o ex-gestor ao deputado social-democrata Duarte Marques quando questionado se foi afastado pelos accionistas. Não quis acrescentar nada em relação a uma eventual indemnização recebida.

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