Lucros da Jerónimo Martins caem 17,1% no primeiro trimestre
O grupo Jerónimo Martins registou uma queda de 17,1% nos lucros consolidados no primeiro trimestre deste ano, face a igual período do ano passado. Contra 75 milhões de euros registados em Março de 2013, a companhia de distribuição alimentar liderada por Pedro Soares dos Santos consolidou resultados líquidos de 62 milhões de euros 12 meses depois.
PUB
No período, o EBITDA (resultados antes de impostos, juros, amortização e depreciação) foi de 158,2 milhões de euros, menos 5,1% do que o obtido em igual trimestre de 2013. “A margem EBITDA cifrou-se em 5,4%, uma redução de 60 pontos base em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, devido ao efeito do calendário, ao investimento em preço registado nas principais áreas de negócio e a 2,4 milhões de euros de investimento adicional na Ara e na Hebe”, justificou a direcção da “holding” alimentar.
PUB
O EBIT (resultados antes de impostos e juros) caiu 14%, para 91 milhões de euros, no período em análise.
PUB
As vendas consolidadas foram de 2,9 mil milhões de euros, mais 5,1% face a igual período do ano passado, anunciou hoje a empresa ao mercado, após o fecho da sessão.
PUB
No comunicado ao mercado, a administração da JM adianta que “os resultados” agora divulgados, “reflectem um início de ano mais lento da Biedronka”, mas que “em Portugal, o Pingo Doce registou um forte crescimento de vendas, também ao nível do LFL” (do inglês, “like for like”, ou vendas para o mesmo perímetro de lojas, sem contabilizar aberturas e encerramentos durante o período em análise).
PUB
No final de Março deste ano, a dívida aumentou 73,7%, para 471,3 milhões de euros.
PUB
Biedronka continua a reforçar peso nas vendas totais
Nas vendas, o motor continuou a ser a Biedronka. A cadeia de supermercados polaca detida pela JM registou vendas de 1,95 mil milhões de euros, um crescimento de 5,9% em euros (e de 6,6% em zloty). Apesar disso, a área de negócio retalhista polaca reforçou o seu peso nas vendas consolidadas pela JM no período em análise, de 66,5% para 67%.
PUB
Contudo, descontando o efeito da expansão – a Biedronka abriu mais 19 lojas no trimestre, totalizando em Março 2.405 lojas na Polónia – a rede polaca registou uma quebra de vendas. Assim, o “like for like” da Biedronka recuou 2,7% no início deste ano. A administração da JM adianta que “embora o ‘LFL’ do número de visitas tenha aumentado no período em cerca de 1,5%”, a prestação final foi condicionada por “uma Páscoa tardia”, que este ano se celebrou no segundo trimestre do ano (20 de Abril).
A margem de EBITDA diminuiu 70 pontos base, para 6,5%, devido principalmente ao abrandamento do crescimento das vendas e ao investimento em preço”, adiantou a administração da JM.
PUB
Em Portugal, as coisas não correram tão bem. É certo que a cadeia de supermercados Pingo Doce até cresceu, 2,3%, para vendas de 743 milhões de euros no primeiro trimestre do ano.
PUB
Mas no negócio grossista, onde a JM lidera o mercado português com a rede Recheio, a companhia registou uma estagnação (de 0,1% entre trimestre homólogos), para 173 milhões de euros de vendas. A administração defende-se, afirmando que “as vendas da Recheio mantiveram-se em linha com o mesmo período do ano anterior, um sólido desempenho num mercado difícil”.
Em termos “like for like”, a cadeia Pingo Doce registou um aumento de 1,1% no trimestre (mais 2% sem os combustíveis) e a cadeia Recheio regrediu 1% no mesmo parâmetro.
PUB
Os serviços de marketing, representação e restauração sofreram uma quebra de 5,3% nas vendas, para 17 milhões de euros.
PUB
Novos negócios geram 29 milhões
Os novos negócios da empresa, nomeadamente a nova rede de supermercados Ara, na Colômbia, e o negócio de parafarmácias e drogarias polaco Hebe “geraram, nos primeiros três meses, vendas de 29 milhões de euros que comparam com 13 milhões de euros de vendas registadas no primeiro trimestre de 2013”.
PUB
Mas o esforço impactou no EBITDA, como já visto, e nos resultados finais da SGPS: “excluindo a diluição dos novos negócios”, adianta a administração de Pedro Soares dos Santos, o resultado líquido cairia oito milhões, em vez dos 13 milhões de euros consolidados no primeiro trimestre deste ano.
(Notícia actualizada às 19h30, com mais informação)
PUB
Mais lidas
O Negócios recomenda