Bolsa Acções da Prada disparam 14% com perspectiva de crescimento das receitas e lucros

Acções da Prada disparam 14% com perspectiva de crescimento das receitas e lucros

O chairman da Prada antecipa que a marca italiana vai duplicar as suas vendas de comércio electrónico ao longo dos próximos dois anos. Os títulos estão em máximos de um mês na bolsa de Frankfurt.
Acções da Prada disparam 14% com perspectiva de crescimento das receitas e lucros
Bloomberg
Rita Faria 29 de agosto de 2016 às 10:44

As acções da Prada estão a disparar na bolsa de Frankfurt depois de o chairman da marca de luxo Carlos Mazzi ter antecipado que as receitas e lucros da empresa vão voltar a crescer no próximo ano. Uma evolução que deverá ser sustentada pelo corte de custos e pela expansão online da marca na Ásia.

 

Os títulos da Prada sobem 13,82% para 2,80 euros, depois de terem chegado a disparar um máximo de 14,15% para 2,808 euros, o valor mais alto desde 28 de Julho.

 

Este ano "é um ponto de viragem e estamos firmemente no caminho para o crescimento sustentável das receitas e lucros já a partir de 2017", afirmou Mazzi numa conference call a 26 de Agosto, depois do fecho do mercado de Hong Kong.

 

No primeiro semestre deste ano, o EBITDA da Prada desceu 25% para 330 milhões de euros, uma queda menos acentuada do que antecipavam os analistas.

 

A Prada antecipa que vai duplicar as suas vendas de comércio electrónico ao longo dos próximos dois anos, aumentando o número de categorias que oferece online, especialmente sapatos, e expandindo as suas actividades nas redes sociais.

 

Analistas do Sanford C. Bernstein, citados pela Bloomberg, consideram que a empresa italiana foi mais afectada do que as rivais na indústria dos produtos de luxo, porque tem sido lenta a investir em e-commerce e porque os seus produtos, especialmente as malas, são demasiado caros.

 

Nos seis meses terminados em Julho, as receitas da empresa caíram 15% para 1,55 mil milhões de euros, devido à quebra da procura na China e à diminuição do turismo na Europa, na sequência dos ataques terroristas. 




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