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AHRESP: Descida de IVA na restauração na Grécia "é uma má notícia"

O secretário-geral da AHRESP explica que a Grécia é concorrente aos turistas que vêm a Portugal, que assim vêem mais um país a ficar mais barato. Essa é a má notícia. A AHRESP tem reclamado a descida do IVA e garante que o sector não vai aguentar até 2014.

Vai sair caro jantar fora e ir ao cinema
Alexandra Machado amachado@negocios.pt 18 de Julho de 2013 às 18:10
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A AHRESP (Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal) não recebeu a notícia da descida do IVA na restauração na Grécia com animação. A Grécia, explica o secretário-geral da associação ao Negócios, é um destino concorrente a Portugal para os turistas e assim ficará mais competitivo. 

 

Por isso, José Manuel Esteves não tem dúvida em afirmar: "é uma má notícia que vem da Grécia. Já não chega a vizinha Espanha estar com IVA a 10%".

 

A Grécia vai ter um IVA de 13% a partir de Agosto, o que fará com que a Grécia terá "a partir de agora maior capacidade concorrencial para promover e vender produto no mercado internacional".

 

A AHRESP tem alertado o Governo, os partidos e até a troika para o problema. José Manuel Esteves volta a afirmar que na reunião com a troika lhe foi dito que a subida do IVA de 13% para 23% foi uma proposta do Governo e não foi do triunvirato. José Manuel Esteves diz que na Grécia foi o contrário. O sector das bebidas e alimentação representa 63% das receitas turísticas na Grécia.

 

José Manuel Esteves diz que tem visto abertura de todos os lados para alterar a situação, com excepção de um lado: o Ministério das Finanças. "Tem sido intransigente". E garante que o ministério não demonstra o impacto que o aumento do IVA está a ter nas receitas e despesas do Estado, incluindo a despesa com os subsídios de desemprego associados ao sector e com a redução da taxa social única e de IRS por haver menos emprego. A AHRESP garante ter questionado o Governo sobre os valores em causa nomeadamente ao nível da segurança social. José Manuel Esteves não tem dúvida que está a haver um prejuízo para o Estado. E diz que estudos da AHRESP demonstram que se a situação fosse alterada neste momento até ao final do ano o Estado ainda ganharia 66 milhões de euros.

 

"E nós aceitamos negociar o IVA intermédio", acrescenta, dizendo que a situação tem de ser alterada agora e não em 2014. "Desde o Orçamento para 2012 a situação é pior do que esperávamos" e admite poder haver um total de despedimentos no segundo semestre deste ano de 30 mil pessoas.

 

"Não há quem resista. Não aguentamos até 1 de Janeiro", diz o mesmo responsável, que pede uma acção urgente. "Ou o descalabro é dramático". José Manuel Esteves garante que o sector está a trabalhar no vermelho. 

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