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Amazon procura fabricante para lançar novo smartphone

A gigante do comércio electrónico quer 'emendar a mão' após uma primeira tentativa de pouco sucesso para vender um telefone inteligente. A companhia de Jeff Bezos quer equipar os aparelhos com aplicações e serviços próprios, contornando o sistema Android.

15 - Jeff Bezos. Accionista e CEO da Amazon Fortuna: 34,8 mil milhões de dólares.
Ana Serafim anaserafim@negocios.pt 26 de Janeiro de 2016 às 13:05
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A Amazon quer tentar conquistar o mercado dos smartphones mais uma vez. Depois da aposta de pouco sucesso no Fire, a gigante do comércio electrónico pretende aliar-se a um fabricante de renome para se relançar nesta área de negócio.

A companhia de Jeff Bezos (na foto) pretende ter um parceiro que possa produzir o aparelho, introduzindo de raiz software que potencie os serviços da Amazon, noticia esta terça-feira, 16 de Janeiro, o Expansión, citando o The Information.

A estratégia permitiria à companhia não estar tão dependente do sistema Android e das aplicações da rival Google, equipando os seus smartphones com uma plataforma directa para aceder aos conteúdos e produtos que disponibiliza.

Segundo o jornal espanhol, a Amazon estará mesmo a trabalhar na sua própria loja de aplicações, a Amazon App Store, contornando assim as regras mais restritivas da Google.

Antecipando que o novo aparelho possa chegar no final do ano, o Expansión escreve ainda que, além do crescente negócio de conteúdos, a parceria com um fabricante de smartphones de renome pode ser o ‘empurrão’ que falta à retalhista norte-americana para triunfar nesta área.

A Fortune antecipa que a HTC se perfila como uma potencial parceira, uma vez que a fabricante taiwanesa já se mostrou disponível para incorporar software adaptado por terceiros nos smartphones que produza.

A publicação acrescenta que a tecnológica tem protagonizado aproximações aos fabricantes que usam Android, tentando que os telefones incluam as suas aplicações logo de origem. Não se trataria apenas de uma pré-instalação, mas sim de ter os seus serviços integrados no sistema operativo do aparelho.

Por exemplo, antecipa a Fortune, os consumidores poderiam usar a câmara do aparelho para fazer um scan de produtos da prateleira das lojas e adicioná-los automaticamente ao seu carrinho de compras na Amazon. Ou poderá haver planos para integrar a assistente de voz Alexa, permitindo aos utilizadores ouvir resultados desportivos, fazer encomendas à Amazon, ficar a par das notícias e controlar dispositivos em casa como luzes ou aquecedores.

Juntando-se a outra empresa, a Amazon reduziria também o risco financeiro de criar um novo aparelho e evitaria ter de partilhar receitas com a Google.

Depois de se ter aventurado no e-commerce, na venda de livros electrónicos e nos tablets Kindle, a Amazon lançou o seu primeiro e único telefone inteligente em Junho de 2014. Mas sem o impacto esperado, já que foi considerado demasiado caro, tinha problemas de performance e estava limitado a uma rede de telecomunicações.

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