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BPI sobe avaliação da Jerónimo Martins em 37%

O novo preço-alvo está em linha com a cotação das acções em bolsa. O BPI espera nova queda nas margens da empresa na Polónia em 2015, mas acredita que "o pior já terá ficado para trás".

Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 10 de Abril de 2015 às 15:37
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O BPI elevou o preço-alvo das acções da Jerónimo Martins em 37%, de 9,20 euros para 12,60 euros, citando factores cambiais e aumento das vendas e margens na Polónia.

 

A nova avaliação, para o final de 2015, incorpora um potencial de valorização de 1%, já que as acções estão esta sexta-feira, 10 de Abril, em alta de 1,34% para 12,50 euros. A recomendação atribuída às acções da empresa que controla o Pingo Doce permaneceu em "neutral".

 

A maior parcela da subida do preço-alvo (1,10 euros por acção) está relacionada com a previsão mais favorável para a evolução das margens na Polónia. O aumento das previsões para as vendas comparáveis da Jerónimo Martins ditaram uma revisão de 0,90 euros no preço-alvo, enquanto a actualização da estimativa para o câmbio entre o euro e o zloty justifica uma subida de 0,80 euros.

 

Lembrando as acções da Jerónimo Martins sobem 45% este ano, o que compara com o ganho de 23% do sector europeu, o BPI realça que os títulos estão 31% abaixo do máximo histórico fixado em Abril de 2013.  

 

"2015 ainda deve ser um ano difícil, mas são esperados alguns sinais positivos em termos de vendas, o que tem sido um factor-chave no radar dos investidores", refere a nota de "research" a que o Negócios teve acesso.

 

Alertando para o facto de o mercado polaco estar cada vez mais maduro, o BPI assinala que a Jerónimo Martins deve continuar a ser a "vencedora" neste país, restando saber a que preço. "Pensamos que a margem EBITDA deve atingir um mínimo em 2015, mas continuará a ser sacrificada para beneficiar as vendas", referem os analistas.

 

O BPI acredita que apesar de as margens na Polónia voltarem a descer este ano, "o pior já terá ficado para trás" e a evolução das receitas "deve ganhar nova vida este ano". 

 

Nota: A notícia não dispensa a consulta da nota de "research" emitida pela casa de investimento, que poderá ser pedida junto da mesma. O Negócios alerta para a possibilidade de existirem conflitos de interesse nalguns bancos de investimento em relação à cotada analisada, como participações no seu capital. Para tomar decisões de investimento deverá consultar a nota de "research" na íntegra e informar-se junto do seu intermediário financeiro.

 

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