Comércio Bruxelas garante ação contra vendedores online que se aproveitam de surto

Bruxelas garante ação contra vendedores online que se aproveitam de surto

A Comissão Europeia denunciou hoje um aumento de vendas 'online' "desonestas" na União Europeia (UE) de produtos falsificados para prevenir ou curar a Covid-19, como máscaras, bonés ou desinfetantes, garantindo agir contra estes vendedores, que se "aproveitam" do surto.
Bruxelas garante ação contra vendedores online que se aproveitam de surto
Lusa 19 de março de 2020 às 14:03
"Desde o início do surto de Covid-19, houve um aumento do número de vendedores desonestos que começaram a vender produtos falsificados 'on-line' para, alegadamente, prevenir ou curar o novo coronavírus", alertou hoje o executivo comunitário.

Especificando que "estas falsas alegações incluem vários materiais, como máscaras, bonés e desinfetantes para as mãos", a Comissão Europeia censura que "estes vendedores se estejam a aproveitar da situação atual para vender os seus produtos a preços muito elevados, dizendo, por exemplo, que estes materiais se estão a esgotar e assim enganando os consumidores da UE".

Para resolver esta questão, a Comissão Europeia e a rede de autoridades nacionais de defesa do consumidor a nível da UE lançaram ações conjuntas de controlo nas vendas 'online', um trabalho que foi iniciado pela entidade italiana deste setor.

Estes organismos estão agora a "partilhar ativamente informações e a trabalhar em conjunto numa abordagem consistente para combater estas práticas e garantir que os consumidores não são enganados por vendedores desonestos", aponta o executivo comunitário em comunicado.

Citado pela nota, o comissário europeu para Justiça e Consumidores, Didier Reynders, vinca: "Não aceitaremos que os vendedores joguem com os medos dos consumidores devido ao surto de Covid-19 na UE".

Notando que plataformas digitais como a Amazon e o Facebook começaram, voluntariamente, a adotar medidas contra a publicidade destes produtos enganosos, o comissário europeu exorta "atores, incluindo mercados 'on-line' e plataformas de media, a cooperar para combater este comportamento predatório".

"Posso garantir que a Comissão e as autoridades competentes dos Estados-Membros usarão todos os seus poderes para reprimir os comerciantes desonestos", assegura Didier Reynders.

O comissário europeu apela ainda, dada a "urgência da situação", a que as autoridades dos Estados-membros adotem rapidamente medidas nacionais para coibir estas fraudes.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da Covid-19, infetou mais de 220 mil pessoas em todo o mundo, das quais mais de 8.900 morreram.

Das pessoas infetadas, mais de 85.500 recuperaram da doença.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se já por 176 países e territórios, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

O continente europeu é aquele onde está a surgir atualmente o maior número de casos, com a Itália, com 2.978 mortes em 35.713 casos, a Espanha, com 767 mortes (17.147 casos) e a França com 264 mortes (9.134 casos).




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