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Centros comerciais criticam novo horário de fecho na zona de Lisboa

A associação que representa os gestores dos shoppings contrapõe que a limitação do horário de funcionamento aprovada pelo Governo para a Área Metropolitana pode até “potenciar uma maior concentração de pessoas”.

Bruno Simão/Negócios
António Larguesa alarguesa@negocios.pt 23 de Junho de 2020 às 13:17
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A Associação Portuguesa de Centros Comerciais (APCC) contesta o encerramento às 20:00 dos estabelecimentos de comércio a retalho e de prestação de serviços, que faz parte das medidas especiais de confinamento para a Área Metropolitana de Lisboa (AML) devido ao elevado número de novos casos de covid-19.

 

"Compreendemos a preocupação do Governo e das autoridades de saúde em minimizar os riscos de ajuntamentos à margem das regras em vigor, mas reiteramos que os centros comerciais, pelas características da sua operação, e por cumprirem regras de limitação de entradas, não têm nem nunca tiveram ajuntamentos", garante António Sampaio de Mattos.

 

Pelo contrário, explicita o presidente da APCC num comunicado enviado às redações, limitar o horário de funcionamento dos shoppings na capital portuguesa é que "pode potenciar uma maior concentração de pessoas", além de continuar a "criar fatores de incerteza com impactos negativos na operação dos Centros, dos seus lojistas e na confiança dos visitantes".

 

Os centros comerciais começaram a reabrir a 1 de junho em todo o país, à exceção da AML, onde aconteceu duas semanas mais tarde. E este período a funcionar com a limitação de um máximo de cinco visitantes por cada 100 metros quadrados de área destinada ao público, entre outras regras, demonstrou que estes espaços "estão perfeitamente preparados para funcionar segundo as regras" do Governo e da Direção-Geral da Saúde.

 

"Os Centros Comerciais Associados da APCC investiram milhões de euros para adaptar os seus espaços e formar as suas equipas (…). Estes espaços minimizam o risco de contágio, não o agravam, permitindo à população aceder a um conjunto significativo de bens e serviços num ambiente com acesso limitado e controlado, e onde as boas práticas dos visitantes são monitorizadas e geridas por equipas profissionais de modo a minimizar os riscos", argumenta António Sampaio de Mattos.

 

Além desta nova regra, a resolução do Conselho de Ministros aprovada esta segunda-feira, 22 de junho, em Conselho de Ministros prevê que as concentrações de pessoas na via pública ficam limitadas a 10 pessoas na AML, exceto se pertencerem ao mesmo agregado familiar, mantendo-se no resto do país o limite de 20 pessoas. E o desrespeito pelas regras de confinamento pode valer uma multa até 350 euros.

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