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China regista um excedente na balança comercial de 20 mil milhões de dólares

É o terceiro mês consecutivo em que a China apresenta um excedente na balança comercial na ordem dos 20 mil milhões de dólares, sendo que o resultado de Agosto aumenta a pressão para que o governo chinês deixe valorizar a sua moeda.

Francisco Cardoso Pinto franciscopinto@negocios.pt 10 de Setembro de 2010 às 08:25
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A China registou em Agosto, pelo terceiro mês consecutivo, um excedente na balança comercial, desta vez de 20 mil milhões de dólares (15,7 mil milhões de euros). Nem uma subida acima das expectativas das importações, de 35,2%, impediu a China de apresentar um excedente, para o qual contribuiu igualmente um aumento de 34,4% nas exportações.

Os 20 mil milhões de dólares (15,7 mil milhões de euros) ficam acima dos 15,7 mil milhões de dólares (12,4 mil milhões de euros) registados em período homólogo e abaixo dos 28,7 mil milhões de dólares (22,6 mil milhões de euros) registados em Julho.

Ficam igualmente abaixo dos 26,9 mil milhões (21,2 mil milhões de euros) apontados como expectáveis pelos economistas consultados pela Bloomberg.
As exportações chinesas de Agosto atingiram os 139,3 mil milhões de dólares (109,6 mil milhões de euros), ao passo que as importações chegaram aos 119,27 mil milhões de dólares (93,8 mil milhões de euros).

Ambos os montantes são os segundos mais altos da história.
O resultado faz aumentar a pressão sobre o governo chinês, proveniente do outro lado do Pacífico, no sentido de deixar o yuan (moeda oficial chinesa) valorizar. A moeda chinesa dirige-se para o maior ganho semanal face ao dólar desde Junho, facto que está a contribuir para que a pressão americana se intensifique.

“O crescimento forte na exportação e excedentes altos na balança comercial enfraquecem o argumento de que a China não reagiria bem a uma valorização monetária”, defende Brian Jackson, estratega do Royal Bank of Canada. Para Ken Peng, economista do Citigroup em Pequim, “com o yuan a valorizar de forma muito lenta e as eleições intercalares nos EUA a aproximarem-se, é inevitável que a tensão entre os dois países aumente novamente”.

Nos EUA são cada vez mais aqueles que pressionam a administração Obama no sentido de “acelerar” a valorização do yuan. A 8 de Setembro passado o secretário do Tesouro, Timothy Geithner afirmou que “ francamente, eles [China] não deixaram a moeda mexer muito até agora”, rematando que os EUA gostariam “de a ver subir mais rapidamente”.

A posição chinesa, no entanto parece irredutível. A propósito da visita a Pequim do conselheiro de Obama para as políticas monetárias, Lawrence Summers, o ministro do Exterior chinês fez questão de afirmar que não serão as pressões externas que ditarão as politicas monetárias do seu país.
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