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Expansão na Polónia impulsiona crescimento da Jerónimo Martins

O crescimento de 16% das vendas da Jerónimo Martins ficou em linha com as estimativas dos analistas, com as vendas mais fracas que o esperado em Portugal a serem compensadas pela expansão mais rápida na Polónia, segundo os analistas.

Hugo Paula hugopaula@negocios.pt 11 de Janeiro de 2013 às 16:16

A Jerónimo Martins divulgou o dados relativos às vendas do último trimestre, dando conta de um crescimento homólogo das vendas de 16%. A evolução ficou em linha com as estimativas dos analistas, levando o BPI Equity Research a afirmar não “esperar uma grande reacção no preço das acções a este conjunto de resultados.”

 

O crescimento das vendas da retalhista portuguesa reflecte o mau momento do mercado português, muito embora compensado pelo desempenho na Polónia.

 

O BES Investimento observa que as vendas comparáveis da Biedronka “recuperaram menos do que esperávamos”, mas ressalva que o mercado de retalho alimentar polaco cresceu menos nos meses de Outubro e Novembro e lembra que a unidade do grupo português teve um desempenho “confortavelmente” melhor do que a generalidade do mercado nos dois meses mencionados.

 

Por outro, lado a expansão está a decorrer a um ritmo mais rápido do que esperado na Polónia. O número líquido de novas lojas foi de 119, o que compara com uma estimativa de 112 lojas. A área média das novas lojas é de 710 metros quadrados (m2), que compara com uma previsão de 630 m2.

 

No mercado nacional, a narrativa é a oposta, com as vendas comparáveis a acelerarem o ritmo de queda de 0,8% no terceiro trimestre para 2,6% nos últimos três meses do ano. Isto apesar de a cadeia de supermercados portuguesa estar a aumentar os preços abaixo da inflação que se verifica no mercado alimentar português. “Acreditamos que, à luz deste significativo ‘esforço de preço’, as receitas do Pingo Doce face ao resto do mercado e dos concorrente mais directos foi desapontante”, conclui o BESI.

 

O BPI concorda que Portugal vai ser uma “fonte de mais sofrimento” mas salienta que, dado o peso das operações internacionais na avaliação das acções, existe um risco diminuído para o preço-alvo e desempenho bolsista da Jerónimo Martins.

 

As acções da Jerónimo Martins seguem a valorizar 4,90% para 15,40 euros. Um preço que encerra um potencial de desvalorização de 13% face ao “target” de 13,4 euros do BES e um potencial de ganhos de 6% face ao BPI, que é de 16,3 euros. As recomendações são ambas de “neutral”.

 

Nota: A notícia não dispensa a consulta da nota de “research” emitida pela casa de investimento, que poderá ser pedida junto da mesma. O Negócios alerta para a possibilidade de existirem conflitos de interesse nalguns bancos de investimento em relação à cotada analisada, como participações no seu capital. Para tomar decisões de investimento deverá consultar a nota de “research” na íntegra e informar-se junto do seu intermediário financeiro.

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