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Jerónimo Martins estuda compra de concorrente na Polónia

A Jerónimo Martins está a analisar o negócio da Piotr i Pawel, supermercado na Polónia. Não está sozinha e o BPI acredita que a empresa portuguesa não está na linha da frente da corrida.

Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 26 de Março de 2018 às 09:37
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A Jerónimo Martins está a estudar a aquisição de uma concorrente na Polónia, a Piot i Pawel, segundo noticia o jornal económico polaco Rzeczpospolita, citado pela agência Bloomberg.

 

De acordo com as informações avançadas pela publicação polaca, não confirmadas oficialmente, são vários os interessados na cadeia Piotr i Pawel, que conta com cerca de 140 estabelecimentos na Polónia.

 

À Jerónimo Martins, cujo principal activo está naquele país (Biedronka), juntam-se a Carrefour e a ITM (dona do Intermarche e Bricomarche), também tendo em conta a mesma fonte. Neste momento, todas as interessadas têm acesso aos dados confidenciais da companhia, normalmente disponibilizados neste tipo de operações.

 

Segundo o presidente executivo da empresa à venda, Robert Krzak, a transacção deverá ainda estender-se por várias semanas, até porque nem se iniciou ainda a fase de ofertas vinculativas.

Contactada, a Jerónimo Martins esclarece que "não comenta potenciais operações de fusões e aquisições". 

 

No ano passado, 68% das vendas da empresa presidida por Pedro Soares dos Santos (na foto) foram obtidas na Polónia. A Biedronka é a grande marca, de retalho alimentar, estando presente em 2.823 estabelecimentos, a que se junta ainda a Hebe, cadeira de produtos de saúde e beleza.

 

A operação "seria estrategicamente positiva para a Jerónimo Martins, já que iria aumentar a quota de mercado na Polónia, impedindo outros concorrentes de ganhar escala e permitindo à empresa acelerar o caminho para o segmento de proximidade", comenta o BPI Equity Research, na nota de comentário desta segunda-feira, 26 de Março.

 

Contudo, a equipa liderada por José Rito não vê favoritismo na retalhista que, em Portugal, detém o Pingo Doce: "Considerando a já elevada quota de mercado da Jerónimo Martins no mercado (perto de 20%), [a transacção] poderia levantar questões concorrenciais e, assim, consideramos que há entidades mais bem classificadas do que a Jerónimo Martins nesta corrida".

 

No início do mês, na conferência de imprensa de apresentação de resultados, Soares dos Santos afirmou que o grupo quer manter os níveis de investimento para continuar a "reforçar as posições de mercado das nossas insígnias e criar condições para continuarem a crescer de forma rentável e sustentável", nomeadamente nas geografias onde se encontra (Portugal, Polónia e Colômbia)".

Esta segunda-feira, as acções da Jerónimo Martins seguem em alta, com um ganho de 0,28% para 14,455 euros. 

Nota: A notícia não dispensa a consulta da nota de "research" emitida pela casa de investimento, que poderá ser pedida junto da mesma. O Negócios alerta para a possibilidade de existirem conflitos de interesse nalguns bancos de investimento em relação à cotada analisada, como participações no seu capital. Para tomar decisões de investimento deverá consultar a nota de "research" na íntegra e informar-se junto do seu intermediário financeiro.



(Notícia actualizada às 10:55 com mais informações)
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