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Jerónimo Martins destina 100 milhões de euros de investimento a Portugal

Quarta-feira soube-se que a Jerónimo Martins vai investir 500 milhões em 2015 e um dia depois que um quinto do valor é para o mercado português. A Amanhecer poderá ter mais 100 lojas.

4 - Pedro Soares dos Santos, Jerónimo Martins. 5,01%
Isabel Aveiro ia@negocios.pt 05 de Março de 2015 às 15:20
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O grupo Jerónimo Martins planeia investir 100 milhões de euros em Portugal durante o exercício de 2015, explicou esta quinta-feira, 5 de Março, Pedro Soares dos Santos em conferência de imprensa.

 

O presidente do conselho de administração e administrador-delegado da SGPS adiantou ainda que o centro de distribuição que a Jerónimo Martins pretende fazer no norte do país deverá captar 50% daquele montante.

 

O grupo recebeu, em Dezembro, a aprovação ambiental necessária àquele que será o seu maior centro de distribuição português, disse Pedro Soares dos Santos, acrescentando que a contar deste mês estão previstos 16 meses de obra.

 

"Não consigo perceber", comentou Pedro Soares dos Santos, como são precisos "12 meses" em Portugal "para dar uma licença ambiental". O atraso justificou o adiamento do arranque do projecto de meia centena de euros de 2014 para 2015.

 

Sobre a expansão da área de retalho alimentar, também incluída no investimento orçamentado para Portugal, a cadeia Pingo Doce irá crescer num "misto" de "lojas próprias" e unidades em regime de "franchising". São 10 as lojas previstas a abrir com a marca Pingo Doce este ano, mas a expansão dependerá sempre, referiu Pedro Soares dos Santos, "das licenças que forem dadas".

 

A cadeia Pingo doce, detida pela JMR, participada em 51% da Jerónimo Martins e em 49% pela holandesa Ahold, terminou o ano de 2014 com 380 lojas – abriu cinco e encerrou uma. Das aberturas, quatro foram em "regime de gestão de terceiros", uma aposta que o grupo afirmou há pouco mais de um ano.

 

Distinto do Pingo Doce, agregado à Recheio (100% JM), está a cadeia Amanhecer, uma parceria da Jerónimo Martins e empresários em nome individual para o retalho alimentar de proximidade. Há actualmente 150 lojas Amanhacer, e "tenho esperança de abrir mais 100 lojas este ano", disse Pedro Soares dos Santos, frisando contudo que essa é uma mera estimativa.

 

A parceria Amanhecer, recorde-se, assenta na marca própria homónima, criada pela cadeia grossista Recheio. Aqui, acrescentou o presidente da Jerónimo Martins, houve boas notícias em 2014. É que embora o retalho tradicional ainda esteja "a sofrer", o "canal Horeca [hotéis, restaurantes e cafés] está a recuperar - e isso é um sinal muito positivo para este ano", sublinhou.

 

Ara cresce para nova região

 

Dos 500 a 550 milhões de euros previstos investir este ano, 60% têm como destino a Polónia – foi conhecido na quarta-feira – o que quer dizer um mínimo de 300 e um máximo de 330 milhões de euros.

 

O orçamentado "é tudo para crescimento orgânico", respondeu, quando questionado se os 500 milhões a investir em 2015 contemplavam aquisições.

 

A Polónia representa actualmente para a Jerónimo Martins a operação de 2.587 supermercados Biedronka, com vendas de 8,43 mil milhões de euros (mais 9,5%) e 119 lojas não alimentares Hebe, com 87 milhões de euros de vendas. São 15 os centros de distribuição que a Jerónimo Martins tem na Polónia para fornecer a Biedronka e mais um para abastecer a Hebe – com capacidade de servir 300 lojas (mais do dobro do parque actual).  

 

As novidades a nível de expansão vieram esta semana da frente latino-americana. Na Colômbia, onde a SGPS entrou com a rede de retalho alimentar Ara em 2013, a Jerónimo Martins conta actualmente com 86 lojas, para as quais criou 1.000 postos de trabalho.

 

"Estamos tão satisfeitos" com a Colômbia, disse esta quinta-feira Pedro Soares dos Santos. "Ainda não conseguimos encontrar nada que nos desaponte neste país" e "estamos a preparar a entrada numa nova região" do Estado colombiano: a Costa do Caribe. Para este ano, está prevista a abertura de 50 lojas na Colômbia.

 

Recorde-se que a 4 de Março o grupo contabilizou em 58 milhões de euros o EBITDA negativo gerado pela Ara e Hebe em 2014 – "mais 16 milhões de euros do que o ano anterior e em linha com o esperado" – impactando a margem EBITDA do grupo em 50 pontos base (desceu de 6,6% para 5,8%).

 

Para 2015, o impacto previsto pelas perdas dos dois negócios no EBITDA consolidado pela SGPS deverá ser "entre 60 e 70 milhões de euros".

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