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Lojistas de centros comerciais vão ter benefícios de 305 milhões

Entre descontos e perdões de renda, os membros da Associação Portuguesa de Centros Comerciais (APCC) vão conceder apoios de 305 milhões de euros aos lojistas.

Ana Sanlez anasanlez@negocios.pt 12 de Junho de 2020 às 11:18
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A Associação Portuguesa de Centros Comerciais já fez as contas aos apoios que os seus associados vão conceder este ano aos lojistas. No total, as lojas vão beneficiar de ajudas no valor de 305 milhões de euros, que incluem "descontos, incentivos aos lojistas, reduções de custos de operação e o regime excecional de mora das rendas, que permite diferir o pagamento destas mensalidades para 2021 e 2022", revelou esta sexta-feira a APCC, em comunicado enviado às redações. Os centros associados da APCC já chegaram a acordo com 87% dos seus lojistas.


Citado na mesma nota, António Sampaio de Mattos, presidente da APCC, sublinha que as medidas "são resultado de uma postura de diálogo e cooperação entre os centros comerciais e os seus lojistas". O responsável destaca ainda que os associados estão conscientes da necessidade de "monitorização contínua" que a situação exige, e que será "imprescindível que, como até aqui, proprietários e gestores continuem a gerir o impacto desta crise encontrando as soluções necessárias de acordo com as características de cada Centro e cada lojista".


Nas últimas semanas, têm sido vários os centros comerciais a anunciar medidas de apoio aos lojistas, no sentido de compensar as perdas decorrentes de quase três meses de encerramento. Esta semana, a Ceetrus Portugal, que gere os centros comerciais Alegro, revelou à Lusa que vai compensar os lojistas dos seus espaços em 15 milhões de euros, sob a forma de descontos, isenções e moratórias nas rendas.


Os grupos Sonae Sierra e Square Asset Management propuseram aos proprietários das lojas um perdão de 50% nas rendas de abril, maio e junho. O restante poderá ser pago a partir de janeiro do próximo ano, ao longo de dois anos. Já a Merlin, que detém o Almada Fórum, e a Ingka Centers, proprietária do Mar Shopping Matosinhos, optaram pelo perdão total das rendas dos dois meses de encerramento.


O grupo Mundicenter decidiu perdoar as rendas de abril, maio e 50% de junho, com o pagamento da segunda metade a ser dividido por parcelas. Uma medida que vai custar "muitos milhões" ao grupo, tal como revelou ao Negócios Fernando Oliveira, administrador da empresa.


Os centros comerciais reabriram no passado dia 1 de junho em todo o país, à exceção da Área Metropolitana de Lisboa, onde o regresso está marcado para a próxima segunda-feira, 15 de junho, devido à situação epidemiológica.


A APCC representa 93 centros comerciais, que integram 8.600 lojas e mais de 90% da área bruta locável total em Portugal. O setor emprega diretamente mais de 100 mil pessoas e é responsável por cerca de 200 mil empregos indiretos.

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