Comércio Lucros da Jerónimo Martins sobem 3,9% para 180 milhões

Lucros da Jerónimo Martins sobem 3,9% para 180 milhões

A Jerónimo Martins obteve 180 milhões de euros de lucro no primeiro semestre, uma subida de 3,9% face a igual período no ano passado, informou esta quarta-feira a empresa. Os analistas esperavam aumento de 5% nos lucros para 182 milhões.
Lucros da Jerónimo Martins sobem 3,9% para 180 milhões
Pedro Curvelo 25 de julho de 2018 às 17:18

A Jerónimo Martins fechou a primeira metade do ano com lucros de 180 milhões de euros, uma subida de 3,9% em relação ao obtido no primeiro semestre de 2017. O valor fica ligeiramente abaixo da estimativa dos analistas do BPI, que apontavam para uma subida de 5% nos lucros, para 182 milhões de euros.

A empresa liderada por Pedro Soares dos Santos registou um volume de negócios de 8.426 milhões de euros, um crescimento homólogo de 8,7%. Os resultados antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (EBITDA) avançou 7,4%, para 446 milhões de euros.

A Biedronka, cadeia de supermercados detida pela Jerónimo Martins na Polónia, registou vendas de 5.762 milhões de euros, um crescimento de 8,6% e que representa 68,4% das vendas totais do grupo. Ainda na Polónia, a cadeia de saúde e beleza Hebe registou 94 milhões de euros de facturação, uma subida de 25,9%. Contas feitas, a actividade na Polónia é responsável por 69,5% da facturação da Jerónimo Martins.

No mercado português, o Pingo Doce registou um crescimento de 4,6%, para 1.818 milhões de euros, enquanto a cadeia Recheio 458 milhões, uma subida de 3,5%.

Os supermercados Ara, na Colômbia, contribuíram com vendas no valor de 283 milhões de euros, um crescimento de 53,2%.

O EBITDA da Biedronka cresceu 8,4%, para 407 milhões de euros, enquanto que no Pingo Doce se assistiu a uma queda de 4,5%, para 77 milhões. O Recheio apresentou uma subida de 4,6%, para os 23 milhões de euros. A Ara e a Hebe registaram perdas de 45 milhões de euros no EBITDA, com a operação na Colômbia a ser responsável por 85% do total. As perdas comparáveis no primeiro semestre de 2017 foram de 47 milhões de euros.

Os custos financeiros líquidos cifraram-se em 13 milhões de euros, reflectindo um nível maior de dívida em moedas estrangeiras (zloty polaco e peso colombiano), bem como as perdas de diferenças cambiais decorrentes da depreciação do zloty, assinala a empresa.

Entre Janeiro e Junho, o investimento da Jerónimo Martins ascendeu a 295 milhões de euros, tendo 56% deste valor sido canalizado para a Biedronka e 17% para a Ara.

O grupo abriu 104 novas lojas na primeira metade do ano, o que corresponde a um aumento líquido de 80 estabelecimentos. Actualmente, a Jerónimo Martins emprega 105.368 pessoas, mais 6.600 trabalhadores do que um ano antes.

Até ao final do ano, a Ara deverá abrir mais cerca de 100 novas lojas e o centro de distribuição, em Bogotá, deverá ficar operacional ainda no terceiro trimestre, refere a empresa.

"As nossas equipas tiveram um forte desempenho em ambientes concorrenciais, e registámos, neste primeiro semestre, resultados sólidos. Este desempenho reflecte a implementação consistente da nossa estratégia e o foco claro nas nossas prioridades. As nossas insígnias mantêm-se focadas no crescimento de vendas e comprometidas a reforçarem as suas posições nos respectivos mercados", refere o presidente e CEO da Jerónimo Martins, Pedro Soares dos Santos, citado em comunicado.

"A Biedronka adicionou, no primeiro semestre, 2 pontos percentuais à sua quota de mercado, demonstrando agilidade e resiliência na forma como soube lidar com o impacto inicial da proibição de abertura de lojas ao domingo e preparar as condições para continuar a crescer. Na Colômbia, a Ara continua focada na expansão e em ganhar relevância no mercado", acrescenta.


(notícia actualizada às 17:41)




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