Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia

Pedro Soares dos Santos: "O lucro não pode ser o objectivo nº 1" da Jerónimo Martins

O presidente da "holding" Jerónimo Martins destacou esta quinta-feira "a solidez dos capitais próprios" do grupo, que em 2014 registou um recuo de 21,1% dos lucros.

Miguel Baltazar/Negócios
Isabel Aveiro ia@negocios.pt 05 de Março de 2015 às 13:59
  • Assine já 1€/1 mês
  • 2
  • ...

Em conferência de imprensa realizada na manhã desta quinta-feira, 5 de Março, Pedro Soares dos Santos, presidente do conselho de administração e administrador-delegado da Jerónimo Martins SGPS defendeu: "o que nos move não é os resultados", mas toda a cadeia.

 

"O lucro não pode ser o objectivo número um" do maior grupo de distribuição português, continuou, argumentando que "toda a cadeia tem que beneficiar" dos resultados.

 

"O que está no nosso ADN é a cadeia de valor toda", disse, desde os fornecedores aos colaboradores, reforçou o líder da companhia dona do Pingo Doce, Biedronka e Recheio.

 

O grupo, foi anunciado esta quarta-feira ao mercado, registou em 2014 uma descida de 21,1% dois lucros anuais, consolidados e após interesses minoritários,  para 301,7 milhões de euros – uma descida anual que não acontecia há mais de 10 anos.

 

O EBITDA (resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização) foi de 733,2 milhões de euros, menos 5,6% face ao exercício anterior.

 

O EBIT (resultado antes de juros e impostos) recuou no período em análise 13,5%, para 457 milhões de euros. No final, a JM consolidou uma margem EBITDA de 5,8% em 2014, o que contrapõe a 6,6% um ano antes, sobretudo justificada pela queda de um ponto percentual no negócio da Biedronka (representativa de 66,5% das vendas da SGPS), de 7,8% para 6,8%.  

 

No comunicado ao mercado de 4 de Março, a administração liderada por Pedro Soares dos Santos explicou o desempenho: "apesar do forte desempenho em termos de quota de mercado nas nossas companhias, os resultados consolidados foram impactados por uma combinação de factores de pressão". Que foram, segundo a mesma fonte: "condições de mercado muito exigentes, forte deflação alimentar que afectou as vendas, inflação ao nível dos custos e perdas relacionadas com os novos negócios".

 

Também os novos negócios impactaram, negativamente, nos resultados, adiantou esta quarta-feira a administração: "os novos negócios geraram um EBITDA negativo de 58 milhões de euros, mais 16 milhões de euros do que no ano anterior e em linha com o esperado".

 

Esta quinta-feira, aos jornalistas, Pedro Soares dos Santos frisou a deflação alimentar e a inflação dos custos – energia, custos de mão-de-obra e rendas, sobretudo na Polónia – e destacou a "solidez dos capitais próprios" – que vai permitir "olhar para 2015 de maneira completamente diferente", acrescentou.

 

No exercício de 2014, ao "cash flow" gerado em termos consolidados aumentou 41%, para 267 milhões de euros, num contexto de 470 milhões de euros investidos pelo grupo no ano (menos 12,96% do que em 2013).  

 

O dívida líquida do grupo estava, no final de 2014, em 273 milhões de euros, menos 72,8 milhões de euros do que em final de 2013. Consequentemente, o "gearing" passou de 22,5% para 16,7%, entre 2013 e 2014.

 

Emprego cresce 12,7%

Na apresentação, Pedro Soares dos Santos avançou os últimos dados – a 31 de Dezembro de 2014 – sobre o emprego da "holding". O crescimento anual verificado, de 12,7%, em termos laborais, fez o número de trabalhadores da JM subir para 86.563 pessoas.

 

Destas, 55.000 estão a trabalhar na Polónia. O terceiro mercado do grupo, a Colômbia, aberto em 2013, emprega 1.000 colaboradores nas actuais 86 lojas, contabilizou ainda.

 

Pedro Soares dos santos avançou ainda que o Fundo de Emergência Social, criado pela companhia há três anos, já "investiu" – "não considero que o grupo gastou", disse – em 3.900 medidas de apoio a 600 colaboradores.

 

Já na relação com o abastecimento, o líder da JM fez a soma: 84% dos produtos comercializados em Portugal, 94% na Polónia e 95% na Colômbia "foram comprados a fornecedores locais".

Ver comentários
Saber mais Jerónimo Martins Pingo Doce Biedronka Pedro Soares dos Santos Ara Recheio
Mais lidas
Outras Notícias