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Portugal já exporta mais metal do que importa

O sector metalúrgico e metalomecânico, que gera quase um terço das exportações nacionais, conseguiu superar em nove milhões de euros as importações de metal registadas por Portugal no primeiro semestre.

Rui Neves ruineves@negocios.pt 30 de Agosto de 2012 às 12:33
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No primeiro semestre deste ano, o volume das exportações foi superior ao das importações em nove milhões euros, o que “indicia de forma clara uma situação de equilíbrio da balança comercial nunca antes observada no sector e até mesmo na globalidade da economia portuguesa”, anuncia a associação do sector metalúrgico e metalomecânico (AIMMAP), em comunicado.

“As principais causas subjacentes a esta evolução tão positiva serão, no que concerne ao aumento das exportações, não só um aumento da agressividade comercial das nossas empresas”, assim como “a diversificação dos mercados, a qual permitiu que o aumento percentual das vendas ao exterior para fora da União Europeia tenha sido no semestre aqui em referência de praticamente 50%”.

O mais exportador sector português continua a apresentar bons níveis de crescimento, embora registe um abrandamento nos últimos meses. Depois de ter encerrado os primeiros quatro meses com um aumento de 13,3% nas vendas ao exterior, acabou por fechar o primeiro semestre com um acréscimo homólogo acumulado de 8,9%. No mês de Junho, o aumento do volume de exportações foi de 4,8%, para 1,113 mil milhões de euros, em relação ao mesmo mês do ano passado. Nas importações, a quebra homóloga em Junho foi de 12%, enquanto a comparação semestral regista um decréscimo de 19,3%.

De acordo com a AIMMAP, que efectuou um estudo sobre o comércio internacional, “o crescimento das exportações do sector tem continuado a verificar-se de forma sustentada ao mesmo tempo que as importações de produtos e equipamentos metalúrgicos e metalomecânicos mantêm uma forte trajectória descendente”.

Uma segunda conclusão relevante deste estudo “consubstancia-se no facto de a estratégia de diversificação de destinos continuar a surtir efeito, reduzindo-se de forma gradual a dependência das exportações do sector face aos seus mercados tradicionalmente mais importantes, todos eles localizados no espaço da União Europeia”, enfatiza a associação, em comunicado.

A associação admite, porém, que “embora continuando a aumentar as exportações, o ritmo desse crescimento começa a abrandar. Não sendo um dado inquietante, importa em todo o caso tê-lo presente”, alerta.

Já quanto à diminuição das importações, “a principal razão para tal facto decorre da forte quebra do consumo no nosso país. Em segundo lugar, com menor peso mas ainda assim com relevância, foi importante para essa redução alguma substituição de importações por produtos fabricados em Portugal”, remata a AIMMAP.
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