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"Procura-se" para a indústria real e para o comércio virtual

Nichos da indústria direccionados para a exportação e serviços de comércio electrónico estão na lista restrita dos sectores mais activos e promissores no recrutamento, juntando-se assim às tecnologias de informação e Comunicação (TIC), que continuam a contratar em Portugal. No trabalho temporário, o maior número de vagas direcciona-se para "call centers" e departamentos comerciais, independentemente do sector de actividade.

Paulo Duarte/Negócios
António Larguesa alarguesa@negocios.pt 27 de Fevereiro de 2013 às 23:55
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Carlos Maia, "office manager" da Hays, apontou ao Negócios que várias empresas ligadas ao desenvolvimento de "software" têm crescido muito orientadas para o mercado interno e externo, sustentadas no crescimento do segmento "mobile". Dentro da indústria orientada para a exportação, existem actualmente "nichos particularmente activos", como calçado, indústria química, metalomecânica, papel e equipamentos médicos. No grande consumo destaca-se quem produz e vende as "marcas brancas" e o comércio electrónico (E-Commerce) tem tido "um enorme crescimento no último ano, com múltiplas empresas a apostarem seriamente neste canal comercial", acrescentou.

 
"Call centers" e vendas em vagas temporárias
Relacionamento com clientes e vendas estão no topo dos pedidos de trabalhadores temporários, atestou Joaquim Adegas (na foto), presidente da associação do sector. A indústria que pede gente é só a exportadora.

Em termos de funções, detalhou, os comerciais de exportação são cada vez mais procurados, enquanto as tecnológicas têm uma "escassez crónica de profissionais em tecnologias mais recentes, muito associadas à Internet móvel". Perfis de controlo e avaliação de custos e riscos, especializados em recuperação de crédito e que contribuam para aumentar a eficiência e optimizar processos em ambiente industrial têm motivos para sorrir. Se não chegar, podem fazer-se valer da fluência em inglês, espanhol, alemão, italiano e francês, pois são muito procurados para facilitar as vendas ao exterior e a internacionalização.

Industrialização já mexe

O consultor da Michael Page (MP) Porto, Carlos Andrade, corrobora que o sector mais activo é a indústria, essencialmente a exportadora, sublinhando "bons exemplos na área do calçado, têxteis, química, alimentar e ligadas às tecnologias da informação". Já no que toca às funções, detecta "dois paradigmas distintos".

É que, por um lado, há um "volume de recrutamento interessante em funções especializadas de cariz mais operacional" (como engenheiro de processo, melhoria contínua, supervisores de produção, técnico comercial e gestor de mercado externo ou "controller" de gestão industrial). Por outro, acrescentou, há "alguma oferta" para gestão de topo e funções com "algum impacto estratégico ao nível da organização", como direcção financeira, de logística, de produção e comercial.

Perspectivando o futuro próximo, o responsável da MP frisou que as TIC vão "continuar a ser a área onde a investigação, investimento e crescimento será ‘exponencial’", antecipando, contudo, que "vão surgir mais empresas ligadas à área de ‘e-commerce’ e empresas que desenvolvam soluções que permitam a realização de quase tudo a partir de casa e local de trabalho".

Em termos geográficos, o Grande Porto e a Grande Lisboa concentram a maior parte das ofertas, ainda que Carlos Maia, da Hays, aponte "‘clusters’ industriais e empresariais dispersos, mas de valor económico em Aveiro, Setúbal, Viseu, Leiria, Braga e Viana do Castelo". A nível internacional, completou Carlos Andrade, são Angola, Brasil e Moçambique quem mais recruta os candidatos portugueses. Na Europa, os destinos são a Alemanha, a Suíça e os países escandinavos.

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