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Sumol+Compal passa de lucros a perdas de 1,7 milhões no primeiro semestre

O grupo de bebidas controlado pela Refrigor registou uma quebra de 14,8% do volume de negócios entre Janeiro e Junho deste ano, com o agravamento do IVA dos refrigerantes a penalizar as contas da fabricante.

Isabel Aveiro ia@negocios.pt 30 de Agosto de 2012 às 18:26
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O grupo de bebidas controlado pela Refrigor registou uma quebra de 14,8% do volume de negócios entre Janeiro e Junho deste ano, com o agravamento do IVA dos refrigerantes a penalizar as contas da fabricante.

A companhia formada pela união da Sumol com a Compal, da qual o grupo CGD detém ainda 21,3% do capital e a Refrigor a maioria do capital, terminou os primeiros seis meses com perdas de 1,72 milhões de euros, após interesses minoritários, o que compara com lucros de 2,33 milhões de euros um ano antes.

O EBITDA (resultado antes de impostos, juros, amortizações e depreciações) foi de 13,2 milhões de euros, menos 40% do que em igual período de 2011, divulgou a Sumol+Compal esta quinta-feira.

Entre Janeiro e Junho deste ano, a produtora de sumos, néctares e vegetais enlatados atingiu um volume de negócios de 136,5 milhões de euros, uma queda de 14,8% “reflectindo a contracção do consumo privado em Portugal, consequência da situação económica do País e do agravamento da fiscalidade dirigida ao sector das bebidas”, justificou a administração da empresa em comunicado.

No período em análise, as vendas em Portugal “atingiram os 99,3 milhões de euros, o que representa um decréscimo de 15,9%, resultado do impacto muito negativo provocado pelo agravamento da fiscalidade nos mercados de bebidas de alta rotação, nomeadamente as alterações das taxas de IVA no horeca, e pelo ritmo recessivo da actividade económica que implicou uma quebra na dinâmica do consumo privado”, garante a direcção da fabricante.

Em volume, as vendas no País decresceram 13,4% em relação ao período homólogo de 2011, atingindo os 118,5 milhões de litros.

Nos mercados internacionais as vendas decresceram 9,2%, para 31,4 milhões de euros, “muito influenciadas pelo abrandamento do mercado angolano”.

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