Concorrência & Regulação CUF e Lusíadas confirmam buscas e garantem colaboração com autoridades

CUF e Lusíadas confirmam buscas e garantem colaboração com autoridades

A Autoridade da Concorrência realizou buscas a vários hospitais da José de Mello, Lusíadas e Luz Saúde, por suspeitas de concertação no âmbito dos acordos com a ADSE.
CUF e Lusíadas confirmam buscas e garantem colaboração com autoridades
Bruno Simão/Negócios
Rafaela Burd Relvas 10 de maio de 2019 às 15:15
A José de Mello Saúde, que gere os hospitais CUF, e a Lusíadas Saúde, que detém os hospitais com o mesmo nome, confirmaram, esta sexta-feira, 10 de maio, a realização de buscas nas suas instalações, por parte da Autoridade da Concorrência. Ambas as empresas garantem estar a colaborar com a reguladora.

"A Lusíadas, S.A. e a Lusíadas, SGPS confirmam a realização de diligências de busca conduzidas por funcionários da Autoridade da Concorrência, na sua sede", referiu a empresa, em comunicado enviado às redações. "Na sequência das notícias veiculadas esta manhã em órgãos de comunicação social, a José de Mello Saúde vem informar que recebeu hoje a visita da Autoridade da Concorrência", afirmou, por seu lado, a dona da CUF, em declarações enviadas à agência Lusa.

As buscas foram motivadas pelas suspeitas de concertação entre a Lusíadas, a José de Mello e ainda a Luz Saúde, no âmbito dos acordos com a ADSE. As buscas foram efetuadas em nove unidades destes três grupos na Grande Lisboa, Porto e Algarve.

Em causa está a decisão tomada em fevereiro por estes grupos de saúde privados, quando anunciaram, quase em simultâneo, que iriam suspender a convenção com o subsistema de saúde do Estado. Dias mais tarde, decidiram, afinal, manter esse acordo.

O grupo Lusíadas refere que as buscas foram limitadas às instalações onde funcionam os serviços administrativos das suas empresas, "pelo que não tiveram qualquer implicação nos serviços prestados pelos hospitais e/ou unidades de saúde Lusíadas". Aponta ainda que está a "prestar toda a colaboração devida à Autoridade da Concorrência, em cumprimento do seu dever legal de cooperação", mas ressalva que, uma vez que o processo contraordenacional está em segredo de justiça, não prestará mais informações sobre o assunto.

Já a José de Mello afirma à Lusa estar a "colaborar e a esclarecer, com total disponibilidade e serenidade, as solicitações" da Autoridade da Concorrência.



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