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Almeida Henriques espera que projecto do novo IP3 "tenha sido lançado numa lógica sem retorno"

O presidente da câmara de Viseu mostrou agrado face à proposta de ligação entre Viseu e Coimbra lançada pela Infraestruturas de Portugal. No entanto, Almeida Henriques espera que o projecto para o novo IP3 "tenha sido lançado numa lógica sem retorno".

Bruno Simão/Negócios
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O presidente da Câmara Municipal de Viseu, Almeida Henriques, considerou esta quarta-feira, 12 de Agosto, que a solução encontrada para a nova ligação rodoviária entre Viseu e Coimbra é "equilibrada".

 

Em declarações ao Negócios, o autarca viseense começou por dizer que "esta solução tem o meu acordo de princípio", acrescentando de seguida que "globalmente, a proposta não me desagrada".

 

O ex-secretário de Estado Adjunto da Economia e Desenvolvimento Regional refere-se ao projecto "Via dos Duques", uma solução rodoviária apresentada a 7 de Agosto pela Infraestruturas de Portugal e que pressupõe a criação de uma nova ligação entre Viseu e Coimbra.

 

No entanto, Almeida Henriques lembra que este projecto "não é definitivo", até porque se trata de "uma solução que entra agora em debate público". Além disso, tendo também em conta as eleições legislativas de Outubro, o edil de Viseu aproveita para dizer esperar que o IP3 "tenha sido lançado numa lógica sem retorno".

 

Ou seja, Almeida Henriques tem a expectativa de que seja qual for o próximo Governo, a ideia de assegurar uma nova ligação Viseu-Coimbra é para concretizar. "Espero que o concurso lançado pela Infraestruturas de Portugal não deixe de ser tido em conta pelo próximo Governo, seja ele qual for", atirou antes de criticar "o anterior Governo socialista" pelos avanços e recuos quanto ao objectivo de assegurar uma nova ligação entre aquelas capitais de distrito.

 

De acordo com a Infraestruturas de Portugal, o novo projecto rodoviário entre Viseu e Coimbra será pago pelos operadores privados e pelos utilizadores. Ou seja, será criada uma auto-estrada portajada, sendo lançado um concurso público internacional para a atribuição da concessão a privados.

 

O projecto pressupõe quatro etapas: aproveitamento do IC12 já construído; duplicação do troço entre a Aguieira e Santa Comba Dão; prolongamento do IC12 até à A25, em Mangualde; e o prolongamento da A13 até à Barragem da Aguieira. Será lançada uma concessão para todo o traçado, ainda que a IP queira, neste caso, dar maior liberdade a quem ao vencedor, que poderá concretizar as quatro fases do projecto em diferentes momentos. Segundo a Infraestruturas de Portugal, as receitas com portagens da nova ligação poderão superar os 450 milhões de euros.

 

Mas Almeida Henriques deixa desde já um alerta. A câmara de Viseu só tomará como boa a solução apresentada "se for construído o IC37 entre Viseu e Nelas, e com perfil de auto-estrada".

 

Apesar de em Março último, numa entrevista ao Negócios, o edil viseense ter dito peremptoriamente que "eu não quero uma auto-estrada, quero é a melhoria do IP3", Almeida Henriques salienta agora o facto de esta proposta "manter o traçado do IP3 tal como está", o que assegura uma "alternativa sem portagens". Em Março, o autarca defendia que era importante que a região de Viseu não ficasse "cercada por auto-estradas com portagens em todo o lado".

 

Almeida Henriques comentou também o facto de o Governo não ter incluído a construção da nova ligação Viseu-Coimbra nos grandes projectos propostos à Comissão Europeia. "Não querendo o Governo recorrer a Bruxelas, parece-me ser uma solução equilibrada", disse sublinhando que "esta solução terá de ser feita por privados".

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