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CEO da Mota-Engil considera que grupo assumiu “posição impar em África”

Gonçalo Moura Martins diz que é um "marco inédito" o facto de a construtora ter uma carteira de encomendas de aproximadamente 2 mil milhões de euros só em África, como resultado dos 500 milhões de euros em novos projectos, anunciados este domingo.

10 - Gonçalo Moura Martins, Mota-Engil. 0,77%
Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 17 de Junho de 2013 às 12:35
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O presidente executivo da Mota-Engil considera que a construtora já se posicionou como um “grupo económico internacional com uma posição ímpar de actuação em África”. As palavras de Gonçalo Moura Martins seguem-se ao anúncio da adjudicação de novas obras em cinco países africanos.

 

Foram adicionados cerca de 500 milhões de euros à carteira de encomendas que a empresa tem em África. No final do primeiro trimestre deste ano, o portefólio da Mota-Engil estava em 1,6 mil milhões de euros, representando, na altura, 48% da carteira de encomendas global da construtora, que se encontrava em 3,4 mil milhões de euros.

 

“O grupo atingiu um marco inédito ao aproximar-se dos 2 mil milhões de carteira angariada no continente africano”, indica Moura Martins num comunicado distribuído pelas redacções, referindo esse posicionamento em África e acrescentando que esta é “uma vantagem competitiva muito relevante em mercados de crescente importância”.

 

Além de Angola, Moçambique e Malawi, a Mota-Engil entra em dois novos mercados com as obras anunciadas em comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários: a Zâmbia e o Gana (a empresa já esteve presente neste último mas regressa aí agora). O banco de investimento CaixaBI escreveu esta segunda-feira que a entrada em novas geografias permitirá à empresa “consolidar o seu status [estatuto] local”. A empresa diz que, com estes dois países, passa a operar em 20 nações, nove delas no continente africano.

 

“As adjudicações hoje anunciadas são o resultado da prospecção comercial desenvolvida nos países em que o grupo marca presença bem como o estudo aprofundado de oportunidades em novos mercados da região da África Subsariana num trabalho permanente e que continuaremos a intensificar para concretizar o ‘pipeline’ [conjunto] de projectos que temos em análise ou com propostas em negociação”, declarou também o CEO no comunicado distribuído pelas redacções.

 

Os analistas consideraram estas obras como positivas para a construtora cujo presidente do conselho de administração é António Mota. Ainda assim, o banco de investimento da CGD afirmou que este era um passo necessário para que a Mota-Engil possa concretizar o plano estratégico Ambição 2.0, anunciado em Novembro.

 

A intenção da empresa é atingir, em 2015, um volume de negócios de 3.154 milhões de euros, sendo que espera que 31% desse valor venha de África, o mais significativo para a companhia. No ano passado, as receitas globais da Mota ascenderam a 2.243 milhões.

 

África é a região que mais representa para as receitas, EBITDA (resultado antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) e para carteira de encomendas da Mota-Engil, como relembra o grupo no comunicado.

 

Na sequência deste anúncio, as acções da Mota-Engil avançam 2,58% para negociarem nos 2,263 euros.

 
As obras anunciadas pela Mota-Engil em África

Angola. A empresa não especifica os projectos mas indica que são várias as obras que totalizam cerca de 50 milhões de euros no país.

 

Gana. Protecção marítima em Accra, a capital e a maior cidade do país. A obra está avaliada em 70 milhões de euros. É um novo mercado para a Mota-Engil, embora a construtora já aí tenha estado presente.

 

Malawi. Reabilitação de 100 quilómetros da linha férrea do corredor de Nacala. O projecto, com duração prevista de 14 meses, está avaliada em 78 milhões de euros.

 

Moçambique. Obra de reabilitação e adaptação da linha do Sena, em Moçambique, para aumento de capacidade da infra-estrutura (linha férrea Beira-Moatize). Os trabalhos serão realizados em parceria com a Edivisa. O projecto vale 162,7 milhões de euros.

 

Zâmbia. Três lotes de cerca de 250 quilómetros para trabalhos de reabilitação da Gret East Road. O valor total das três encomendas atinge os 118,6 milhões de euros. As obras estão enquadradas no programa de apoio europeu, através da União Europeia, ao desenvolvimento deste país no centro do continente africano. É um novo mercado para a Mota-Engil.

 

 

 

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