Construção Concursos de obras públicas acumulam primeira queda desde a posse do Governo

Concursos de obras públicas acumulam primeira queda desde a posse do Governo

Até Setembro, as empreitadas de obras públicas em Portugal tiveram uma queda homóloga de 26%, segundo o barómetro dos industriais do sector, que assinala também uma "evolução desfavorável" na celebração de contratos.
Concursos de obras públicas acumulam primeira queda desde a posse do Governo
Miguel Baltazar
António Larguesa 19 de novembro de 2018 às 10:25

Até ao final do terceiro trimestre de 2018, o volume de concursos de empreitadas de obras públicas promovidos em Portugal totalizou 1.715 milhões de euros, o que representa uma quebra de 26% face ao valor verificado no mesmo período do ano passado.

 

"Efectivamente, desde o mês de Janeiro do corrente ano, verificam-se registos homólogos acumulados negativos ao nível das promoções de obras públicas, situação que já não ocorria desde Dezembro de 2015", sustenta a Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas (AICCOPN).

 

Na edição mais recente do barómetro que mede o andamento do mercado de obras públicas no país, a estrutura liderada por Manuel Reis Campos assinala que também ao nível da celebração de contratos houve uma "evolução desfavorável", com uma descida nos primeiros nove meses do ano, para 1.604 milhões de euros.

 

Neste último capítulo, enquanto os contratos celebrados no âmbito de concursos públicos (e reportados no Observatório das Obras Públicas) subiram 10% e ascenderam a 1.076 milhões de euros, a evolução homóloga na modalidade de ajuste directo e consulta prévia afundou 29%, ficando-se por 429 milhões de euros.

Por outro lado, de acordo com a informação publicada na semana passada pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), a construção foi o sector em que se registou a maior subida (4%) nos custos do trabalho em Portugal, isto no somatório dos primeiros três trimestres deste ano.

 

Em Setembro, a AICCOPN assinou um acordo de coligação com a AECOPS – Associação de Empresas de Construção e Obras Públicas e Serviços, que prevê a criação de uma única estrutura associativa representativa deste sector – vale um quinto do PIB nacional e é o maior empregador privado – em Portugal e no estrangeiro, com sede no Porto.




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