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Contrato na Tanzânia dá melhor sessão à Mota-Engil em seis meses

As acções da Mota-Engil terminaram a sessão a subir mais de 5%. As acções beneficiaram da celebração de um contrato na Tanzânia, superior a mil milhões de euros.

O Haitong avalia as acções da Mota-Engil em 2,00 euros, o que implica um potencial de valorização 40%. A recomendação é de neutral.

O banco de investimento assinala que a Mota-Engil expandiu a sua actividade para África e América Latina, que são agora os seus mercados mais importantes. No final do primeiro semestre a construtora tinha uma carteira de encomendas de 4,6 mil milhões de euros, com a o mercado europeu a ter um peso de apenas 20%. O Haitong estima que a dívida líquida de 1,5 mil milhões de euros desça nos próximos tempos devido à venda da Ascendi. “Contudo, a companhia ainda não conseguiu atingir um crescimento orgânico no seu ‘cash flow’ de forma a mostrar que pode reduzir a alavancagem de uma forma sustentada”, refere o Haitong, assinalando que apesar do potencial de valorização, a recomendação é neutral devido à “necessidade de uma maior clareza sobre as encomendas em África”.
Bruno Simão
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A Mota-Engil encerrou a sessão a subir 5,23% para 1,649 euros. Durante o dia, as acções chegaram a disparar 5,74% para 1,657 euros. Desde 14 de Julho de 2016 que a cotada não terminava com uma valorização superior a 5%. Naquele dia, a construtora liderada por Gonçalo Moura Martins terminou a sessão a disparar 7,15%.

O volume também foi elevado na sessão desta sexta-feira, tendo trocado de mãos mais de 1,5 milhões de acções acções, quando a média diária dos últimos seis meses é superior a 332 mil títulos. A construtora tem uma capitalização bolsista de 391,2 milhões de euros. Desde o início do ano, a empresa já ganha 2,3%.

A empresa liderada por Gonçalo Moura Martins ganhou um contrato na Tanzânia de mais de mil milhões de euros. Durante a manhã desta sexta-feira, 3 de Fevereiro, o ministro do Trabalho da Tanzânia Makame Mbarawa, adiantou que o contrato já foi assinado, tendo um valor total de 1,2 mil milhões de dólares (cerca de 1,02 mil milhões de euros), avançava a Bloomberg.

"Estamos muito interessados em algo que vamos começar a discutir em breve com o Governo", afirmou à Bloomberg António Mota, chairman da construtora portuguesa, referindo-se aos vários concursos públicos que estão a ser lançados na Tanzânia.

 

Segundo a agência de notícias, o país africano vai lançar já em Abril um novo concurso para a construção de linhas férreas na Tanzânia. Estre os projectos, está em estudo a construção de uma linha de 2.200 quilómetros para ligar Dar es Salaam a Kigali, capital do Ruanda e a outros locais, bem como outras linhas para ligar várias cidades no sul do país. Cada um destes dois projectos, de acordo com a Bloomberg, está avaliado em mais de 16 biliões de xelins tanzanianos, o que equivale a mais de 6 mil milhões de euros.

 

De acordo com a mesma fonte, o Governo da Tanzânia destinou uma verba de um bilião de xelins tanzanianos (405 milhões de euros) no Orçamento do Estado do ano fiscal que termina em Junho para financiar projectos na área dos caminhos-de-ferro. As restantes verbas para estes projectos serão obtidas através de financiamento.


Já esta quinta-feira, 2 de Fevereiro, a agência de informação financeira avançou que o consórcio detido em 50% pela Mota-Engil foi o escolhido pela Tanzânia para construir cerca de 400 quilómetros de linha férrea que vai ligar o país ao Burundi e ao Ruanda.


Numa nota de análise divulgada esta sexta-feira, o BPI considera que o contrato "é positivo, se for confirmado". "Trata-se de um contrato volumoso, que representa cerca de 11% do total da carteira de encomendas do grupo no final de Junho e cerca de 28% da carteira de encomendas em África", acrescenta o BPI.

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