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Grupo Soares da Costa com perdas de 50,7 milhões em 2013

Volume de negócios do grupo, já sem a área de negócio da construção e a subsidiária nos EUA, caiu 28% no ano passado.

Bruno Simão/Negócios
Maria João Babo mbabo@negocios.pt 29 de Abril de 2014 às 18:22
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O resultado líquido consolidado atribuível ao grupo Soares da Costa foi negativo em 50,7 milhões de euros, um valor que representa um agravamento face a 2012, ano em que, a valores reexpressos, as perdas foram de 46,9 milhões de euros, revelou a construtora em comunicado emitido para a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

 

A perda de controlo por parte do grupo sobre a Soares da Costa Construção, na sequência do aumento de capital que deu uma posição maioritária a empresário António Mosquito, e a definição de um plano de venda da Prince, subsidiária do grupo nos Estados Unidos, têm já impacto nesta demonstração de resultados.

 

Em comunicado, o grupo refere ter obtido em 2013 um volume de negócios  consolidado de 135 milhões, que compara com o valor reexpresso de 187,4 milhões no ano anterior, recuando assim 28%. Para esta diminuição contribui a redução da actividade de construção da concessionária Auto-Estradas XXI relacionada com a conclusão da auto-estrada Transmontana.  

 

O EBITDA aumentou 27,7% de 29,2 para 37,2 milhões de euros. Já o resultado operacional das actividades continuadas foi de 17,4 milhões de euros negativos, incluindo 34,2 milhões de euros negativos de resultados não recorrentes relativos ao registo de imparidades.

 

No comunicado, o grupo refere ainda que o resultado líquido das actividades continuadas, como sejam as áreas das concessões, imobiliário, energia e outros, foi de 58,7 milhões de euros negativos, incluindo itens não recorrentes de cerca de 51 milhões negativos.

 

Já o resultado das actividades descontinuadas – construção e Estados Unidos – foi positivo em 7,5 milhões de euros, quando em 2012, em base comparável, tinha sido de 28,4 milhões negativos.

 

Quanto às operações continuadas pelo grupo, a área das concessões foi a que registou maior queda do volume de negócios, na ordem dos 35,5%. Uma diminuição que o grupo explica pela conclusão da construção da Transmontana e pelas negociações em curso referentes à antiga Scut da Beira Interior, que determinaram uma diminuição do volume de negócios reconhecido pela Scutvias. Em 2013 esta actividade gerou 98,9 milhões de euros, quando em 2012 tinha  ultrapassado os 153 milhões. Com a exclusão da área da construção do perímetro do grupo, as concessões representam agora 81,7% do volume de negócios total.

 

O volume de negócios na área do imobiliário aumentou 21,3% de 22,1 para 26,9 milhões de euros. Já a energia recuou 13,8% de 1,6 para 1,4  milhões.   

 

A dívida líquida consolidada do grupo ascendia, a 31 de Dezembro, a 706 milhões de euros. Este valor não inclui a dívida da área de negócio da construção, que na mesma data era de 331 milhões de euros, inferior aos 342 milhões de euros reportados ao final de 2012, nem inclui a dívida da Prince (classificada como actividade descontinuada, com dívida líquida positiva nesta data), refere o grupo. Dos 706 milhões de euros,  68% (478 milhões de euros) era dívida sem recurso, relacionada com o negócio da área de concessões.

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