Construção Lucros da Mota-Engil caem 35% em 2015

Lucros da Mota-Engil caem 35% em 2015

A empresa liderada por Gonçalo Moura Martins tinha divulgado, nos dados preliminares, um aumento de 2% no volume de negócios do ano passado. Agora, nos indicadores definitivos, salienta que o crescimento da facturação foi de 3%.
Lucros da Mota-Engil caem 35% em 2015
Carla Pedro 04 de abril de 2016 às 23:30

A Mota-Engil reportou um resultado líquido atribuível a interesses não minoritários de 54 milhões de euros em 2015, o que corresponde a uma diminuição de 35% face aos 83 milhões registados um ano antes. Os lucros gerais do grupo, por seu lado, recuaram 62%, de 51 para 19 milhões de euros.

 

Em comunicado enviado à CMVM [ainda apenas disponível em inglês], a empresa liderada por Gonçalo Moura Martins (na foto) sublinha que os lucros sofreram um impacto negativo decorrente do aumento da taxa marginal de imposto.

No passado dia 17 de Março, a empresa tinha já indicado, na divulgação dos indicadores preliminares sobre os resultados - não auditados - de 2015, que o volume de negócios tinha sido superior a 2,4 mil milhões de euros, o que significava um aumento de 2% face a 2014.

 

No relatório publicado esta sexta-feira, a empresa confirma que a facturação em 2015 ascendeu a 2,43 mil milhões de euros, tendo assim sido 3% superior aos 2,36 mil milhões de euros de vendas em 2014.

A Mota-Engil salienta que essas receitas foram essencialmente motivadas pela América Latina e Europa, e sublinha ainda que 63% do valor total foi gerado fora da Europa.

O EBITDA (resultado antes de juros, impostos, amortizações e depreciações), por seu lado, foi de 367 milhões de euros, uma queda de 10% face aos 409 milhões de 2014.

 

Já a margem de EBITDA (margem operacional) operacional foi de 15%, um recuo de 2 pontos percentuais face aos 17% do ano precedente.

Quanto à dívida líquida, passou de 1.159 milhões de euros em 2014 para 1.455 milhões no ano passado. Apesar deste aumento nos 12 meses, este valor corresponde a uma queda de 6,5% em termos trimestrais devido à redução do investimento em fundo de maneio no último trimestre de 2015, refere o comunicado.


(notícia actualizada às 00:12)




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