Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia

Novas obras da Mota-Engil em África são positivas na opinião dos analistas

A construtora adicionou cerca de 500 milhões de euros à sua carteira de encomendas em cinco países africanos. Os analistas que seguem a empresa elogiam os contratos. O anúncio não é uma surpresa mas deve ser visto como “mais um passo na direcção necessária”, escreve o CaixaBI. As acções somam 2,45%.

10 - Gonçalo Moura Martins, Mota-Engil. 0,77%
Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 17 de Junho de 2013 às 09:58
  • Partilhar artigo
  • 3
  • ...

A carteira de encomendas da Mota-Engil em África cresceu e os analistas vêem a notícia com bons olhos. Mas esse é um passo necessário para que a empresa liderada por Gonçalo Moura Martins cumpra o seu objectivo estratégico, anunciado no final de 2012.

 

A construtora anunciou no domingo à noite, em comunicado emitido através da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), obras em cinco países africanos, num valor total que ascende a perto de 500 milhões de euros. “Isto ajuda a alimentar a carteira de encomendas da empresa em África, que já se encontrava em 1,6 mil milhões de euros no primeiro trimestre”, indica o BES Investimento na sua nota de comentário diário.

 

A carteira de encomendas de 1,6 mil milhões de euros em África representava 48% da carteira global da Mota-Engil, que se fixava em 3,4 mil milhões de euros nos primeiros três meses do ano, de acordo com os resultados relativos a esse período.

“Os contratos representam mais de 50% das nossas estimativas para as receitas em África para todo o ano de 2013 e aproximadamente 21% das receitas totais estimadas para 2013”, continua a casa de investimento, que recomenda “comprar” as acções da cotada a que atribui um preço-alvo de 2,5 euros. Nuno Estácio e Rui Dias consideram que a Mota-Engil é uma das balas de prata para o segundo trimestre.

 

Também a casa de investimento do BPI considera “positiva” a notícia que dá conta destes novos contratos. “Vemos como muito positiva” a expansão das operações internacionais da empresa, considerando o quão difícil é enfrentar o mercado doméstico”, indica a equipa de analistas liderada por Bruno Silva e Flora Trindade.

 

O mercado africano representou mais de metade (53%) do resultado antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (EBITDA) da Mota-Engil no primeiro trimestre, relembra o BPI Equity Research, que tem um preço-alvo de 2,5% para as acções da empresa, subjacente a uma recomendação de “neutral”.

 

Entrada em novas geografias é "muito positiva"

 

O CaixaBI, apesar de também apreciar as novas adjudicações, avisa que este era um passo que tinha de ser dado. A Mota-Engil anunciou, no plano estratégico divulgado no final de 2012, a intenção de ascender a um volume de negócios de 3.154 milhões em 2015. No ano passado, o valor ascendeu a 2.243 milhões.

 

“De forma a atingir o ‘guidance’ de volume de negócios para 2015, a carteira de encomendas deverá aproximar-se de cerca de 5,4 mil milhões de euros até lá; para conseguir concretizar a nossa estimativa de volume de negócios em 2015, a carteira de encomendas deverá crescer até aos 4,8 mil milhões”, assinala o analista José Mota Freitas, do banco de investimento da CGD.

 

“O anúncio de aumento de encomendas não deverá ser considerado uma surpresa, devendo ser visto como mais um passo na direcção necessária”, escreve o analista que considera, contudo, como “muito positivo” a entrada em novas geografias (a Zâmbia e o Gana), “o que permitirá à Mota-Engil consolidar o seu status [estatuto] local”.

 

A notícia é, por isso, “ligeiramente positiva” para a empresa, que a casa de investimento recomenda “comprar” com um “target” de 2,55 euros.

 

Mota-Engil sobe mais que PSI-20

 

Em bolsa, os investidores estão, igualmente, a receber positivamente este anúncio. Os títulos da Mota-Engil avançam 2,45% para os 2,26 euros. 

 

O índice de referência soma 0,71%, sendo que a construtora marca a segunda maior valorização, apenas abaixo da Zon Multimédia. 

 

A Mota-Engil ganha 44% desde o início do ano.

 

Nota: A notícia não dispensa a consulta da nota de “research” emitida pela casa de investimento, que poderá ser pedida junto da mesma. O Negócios alerta para a possibilidade de existirem conflitos de interesse nalguns bancos de investimento em relação à cotada analisada, como participações no seu capital. Para tomar decisões de investimento deverá consultar a nota de “research” na íntegra e informar-se junto do seu intermediário financeiro.

Ver comentários
Saber mais Mota-Engil Gonçalo Moura Martins construção África
Outras Notícias