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Obras Públicas com pior ano de sempre desde entrada da troika

O ano de 2015 não deixou boas recordações ao sector da construção e obras públicas em Portugal. O barómetro da AICCOPN aponta para uma quebra de 22% face aos valores registados em 2014.

Miguel Baltazar
Alexandra Noronha anoronha@negocios.pt 02 de Fevereiro de 2016 às 16:06
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O barómetro da AICCOPN (Associação dos Industriais de Construção Civil e Obras Públicas), liderada por Reis Campos, deixa uma avaliação muito negativa do desempenho do mercado em 2015.

A associação refere, assim, que "2015 termina com um total de 1.237 milhões de euros de concursos de obras públicas promovidos, valor que representa uma quebra de 22% face a 2014. Em 2011, ano em que Portugal recorreu à ajuda externa, o total de concursos promovidos era de 2.730 milhões de euros, duas vezes mais que o registado este ano".


Em Dezembro, os concursos atingiram os 112 milhões de euros, "valor que é o dobro do verificado no mês anterior. No entanto, tendo em conta que Novembro marcou, precisamente um valor historicamente baixo e, ao longo do ano, o nível de concursos lançados apresentou sempre variações homólogas muito negativas, este registo mensal positivo foi incapaz de alterar um cenário profundamente negativo neste domínio", diz o mesmo comunicado.


No que diz respeito aos contratos celebrados, em 2015 totalizaram 1.120 milhões de euros, uma redução de 35% em comparação com o que foi verificado em 2014. Os contratos feitos por ajuste directo caíram 0,2% enquanto o recurso a concursos públicos diminuiu em 49,7%. Em Dezembro os contratos celebrados atingiram 107 milhões de euros, mais 28 milhões do que em Novembro, avança a AICCOPN.


Os empresários do sector já tinham demonstrado a sua falta de confiança no que diz respeito às carteiras de encomendas. 

O sector está apostado em áreas como a reabilitação e o imobiliário virado para o turismo, mas a indefinição das políticas públicas e do Orçamento do Estado prejudica a actividade. 

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