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Produção na construção abranda para 0,3% em novembro com quebra na engenharia civil

A produção do segmento de engenharia civil diminuiu 0,3% em novembro e ditou o abrandamento do conjunto do setor da construção. No caso dos edifícios registou-se uma desaceleração do ritmo de crescimento.  As remunerações na atividade cresceram 18,7% face ao mês anterior.

Hospital Central do Alentejo
Hospital Central do Alentejo Nuno Veiga/Lusa
12 de Janeiro de 2023 às 12:05

O índice de produção na construção aumentou 0,3%, em termos homólogos, em novembro, avançou esta quinta-feira o Instituto Nacional de Estatística (INE), fazendo notar que esta taxa é inferior em 1,3 pontos percentuais à registada em outubro.

De acordo com a nota divulgada, a produção na construção foi particularmente influenciada pelo segmento da engenharia civil, que em novembro teve uma diminuição de 0,3%, depois de ter crescido 1,4% em outubro.

Já a construção de edifícios desacelerou 1 ponto percentual, tendo crescido 0,7% em novembro.

De acordo com o INE, em novembro, os índices de emprego e de remunerações apresentaram variações homólogas de 1,9% e 2,9% , depois de terem crescido 2% e 4,5% no mês anterior.

Já as taxas de variação mensal situaram-se em 0,1% e 18,7%, respetivamente, em novembro (0,2% e 20,5% no mesmo mês de 2021).

Na semana passada, a AICCOPN - Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas avançou que o setor da construção terá registado um aumento da produção de 3,4% em 2022.

As previsões da entidade para este ano de 2023 apontam também para um acréscimo do valor bruto de produção entre 2,4% e 4,4%, o que equivale a um intervalo com um ponto médio de 3,4%.

Para este ano, a AICCOPN estima que o maior crescimento terá lugar no segmento da engenharia civil, que se antevê venha a registar um acréscimo entre 4% e 6%. Em 2021, segundo as estimativas, esta área terá crescido 6% e em 2022 4,5%.

No segmento da engenharia civil, a associação faz notar que a "produção beneficia, atualmente, dos elevados níveis de adjudicações ocorridos em 2020 e em 2021, com os contratos de empreitadas de obras públicas celebrados a totalizarem, nesse período, 7.759 milhões de euros".

Como diz, "as expectativas são que se mantenha, novamente, como o mais dinâmico em 2023, prevendo-se um crescimento homólogo entre 4% e 6% do seu valor bruto da produção, em resultado dos investimentos previstos no PRR e no Portugal 2020, que se encontra no seu final de ciclo".

Já no segmento residencial o valor bruto da produção deverá registar uma subida entre 1,5% e 4,5% e nos edifícios não residenciais o crescimento previsto é entre 0,2% e 1,2%.

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